Cerca de 15% dos caminhões Volkswagen com motor Cummins da transportadora gaúcha já superaram a marca, resultado atribuído à combinação entre engenharia, especificação correta do veículo e manutenção preventiva
Passar de 1 milhão de quilômetros rodados sem grandes problemas continua sendo um dos principais indicadores de desempenho para quem opera caminhões pesados. Na Transportes Gabardo, transportadora de veículos com matriz em Porto Alegre (RS), esse número já é rotina em parte relevante da frota.
Cerca de 70% dos mais de mil caminhões da empresa são Volkswagen equipados com motores Cummins. Desse universo, aproximadamente 15% já ultrapassaram a marca de 1 milhão de quilômetros rodados.
A Transportes Gabardo atua em todo o Brasil e no Mercosul e acumula quase quatro décadas de experiência no transporte de automóveis, veículos eletrificados, peças e produtos químicos. A frota roda diariamente em condições variadas de estrada, clima e topografia — um cenário que exige bastante dos veículos e, segundo a empresa, torna o resultado ainda mais relevante.
Durabilidade começa na engenharia, diz Cummins
Para a Cummins, o desempenho observado na Gabardo tem origem antes mesmo do caminhão sair da fábrica. Segundo Antonio Almeida, diretor de Vendas da Cummins Brasil, cada motor passa por milhares de horas de testes em diferentes condições de operação antes de chegar às estradas, para garantir que o desempenho projetado em laboratório se confirme também no uso real.
"A durabilidade é resultado de um projeto de engenharia. O milhão de quilômetros representa a evidência de que todo o trabalho realizado no desenvolvimento e na validação do produto cumpriu seu papel", afirma Almeida.
Segundo ele, casos como o da Gabardo mostram como engenharia, validação contínua e proximidade entre montadora e cliente se traduzem em disponibilidade operacional e maior rentabilidade para o transportador.
Especificação correta define o potencial do veículo
Do lado da montadora, o resultado é atribuído à especificação correta do conjunto veicular desde a definição do caminhão que melhor atende a cada operação. Antonio Cammarosano, diretor de Serviços, Pós-Vendas e Planejamento da Rede da Volkswagen Caminhões e Ônibus, explica que o processo passa pela escolha integrada do powertrain — o conjunto motor, transmissão e demais componentes responsáveis por transformar a energia do motor em movimento.
"Custo operacional, desempenho e vida útil estão entre os principais fatores considerados na especificação do powertrain. Quando motor, transmissão, capacidade de carga e aplicação são definidos de forma integrada, o transportador consegue extrair todo o potencial do veículo ao longo de sua operação", diz Cammarosano.
Segundo o executivo, definir corretamente o conjunto é só o início: manter esse desempenho ao longo dos anos depende de acompanhamento contínuo, feito em parceria entre montadora e transportador — rede de concessionários, conectividade dos veículos e manutenções preventivas realizadas no momento certo.
Disciplina operacional sustenta o resultado no dia a dia
É na rotina da Transportes Gabardo que essa estratégia se traduz em número. A empresa organiza a operação em torno de planejamento, manutenção preventiva, desenvolvimento das equipes e gestão por indicadores, com um objetivo direto: evitar paradas não programadas.
"Não esperamos o caminhão apresentar problema. Antecipamos as revisões e realizamos as manutenções preventivas antes mesmo dos intervalos recomendados, quando necessário. Queremos os veículos chegando ao destino, e não parados na estrada", afirma Sérgio Gabardo, fundador e CEO da Transportes Gabardo.
A gestão de frota da empresa passa também pelas pessoas: a Gabardo mantém escola interna para formação de motoristas e programas de capacitação, integração e reconhecimento das equipes, complementados por indicadores de consumo de combustível, conservação dos veículos e qualidade das entregas.
"As empresas são feitas de pessoas. O motorista é o cartão-postal da empresa. Quando ele se sente valorizado, respeitado e entende sua responsabilidade dentro da operação, ele passa a cuidar do caminhão como se fosse dele", destaca o CEO.
Ao resumir a filosofia da empresa, Gabardo sintetiza também a lógica que orienta os resultados construídos ao longo de quase quatro décadas: "Quem faz conta sobrevive. Quem não faz conta paga a conta."
O que sustenta a marca
A experiência da Transportes Gabardo reforça que resultados expressivos de durabilidade não dependem de um fator isolado. Eles resultam da combinação entre a engenharia da Cummins, a especificação correta feita pela Volkswagen Caminhões e Ônibus e a cultura operacional construída pela transportadora ao longo de sua história — a integração entre esses três elementos que permite a caminhões seguirem em operação por mais de 1 milhão de quilômetros, gerando valor ao longo de toda a vida útil do veículo.
Foto: divulgação
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