A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou os números de produção, emplacamentos e exportações de caminhões referentes a agosto de 2025. O balanço mostra retração no mercado interno, mas avanço nas exportações.
Em agosto, foram produzidos 10,1 mil caminhões, uma queda de 16,3% em relação a julho (12,1 mil). Na comparação com agosto de 2024, a retração foi ainda maior, de 22,9%.
No acumulado de janeiro a agosto de 2025, a produção somou 88,5 mil unidades, contra 89,4 mil no mesmo período de 2024 — baixa de 1,0%.
O licenciamento de caminhões também apresentou retração. Agosto registrou 8,9 mil unidades emplacadas, contra 10,6 mil em julho, queda de 15,9%. Na comparação com agosto do ano passado, a redução foi de 22,6%.
Entre janeiro e agosto de 2025, foram emplacados 74,3 mil caminhões, contra 79,6 mil em 2024, queda de 6,7%.
Na contramão do mercado interno, as exportações tiveram desempenho positivo. Em agosto, houve leve alta de 0,3% em relação a julho, mas um salto expressivo de 88,1% na comparação com agosto de 2024.
No acumulado de janeiro a agosto de 2025, as vendas externas cresceram 89,6% frente ao mesmo período do ano anterior.
Avaliação da Anfavea
Segundo o presidente da Anfavea, Igor Calvet, o mercado de caminhões enfrenta uma retração significativa, especialmente no segmento de pesados, que responde por 45% das vendas e acumula queda de 19%.
“Quando observamos o dado do acumulado de 2025 em relação a 2024, com retração de 6,7%, fica clara a dificuldade do mercado de caminhões. Nos pesados, a queda é ainda mais preocupante. Infelizmente, precisamos registrar esse dado, que mostra a realidade do setor”, destacou.
Calvet também reforçou que as taxas de juros elevadas seguem como o principal entrave:
“A taxa de juros nos mata, é muito prejudicial ao setor e, sobretudo, ao segmento de pesados.”
Foto: divulgação
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