Foto com o vencedor da gincana 2018 e do caminhão Iveco Tector 6x2

Mostrar habilidade no comando de um Iveco Tector 6×2, com eixo levantado, numa prova contra o relógio, driblando cones para percorrer o trajeto da Arena Iveco em até 26 segundos, e, num segundo momento, conduzir o caminhão numa baliza perfeita. Esse foi o desafio imposto pela Gincana do Caminhoneiro 2018.

Aos mais de 500 motoristas que estiveram no Posto Quinta, no km 123 da BR-277, em Campo Largo (PR) para participar da última etapa classificatória do maior evento itinerante das estradas brasileiras que teve suas inscrições encerradas no domingo, às 11h30, tamanha procura por fazer a prova.

ESPERANÇA E GARRA NA ÚLTIMA ETAPA

A sexta e derradeira classificatória da competição deixou nervos a flor da pele e a emoção em alta.

O slalom parece fácil para quem passa o dia nas estradas, desviando de buracos, enfrentando milhares de quilômetros e conduzindo cargas em condições mais adversas. Porém, quando está em jogo a oportunidade de ganhar um caminhão novinho em folha da linha Iveco Tector (sim, um caminhão zero km), tudo muda de figura…

Restavam apenas três vagas para a grande final do evento – que conta com promoção da revista Caminhoneiro, patrocínio da Iveco (marca da CNH Industrial) e apoio da Iveco Peças, FPT Industrial e do Banco CNH Industrial – , valendo então arriscar tudo numa relação perfeita de tempo x habilidade.

Foi o que fez Alberto Sakai, de Bauru/SP. “Minha estratégia era ir e voltar em segunda, mas o braço não deu conta e engatei terceira”, conta Sakai que ainda disse que um dos maiores segredos é tentar ficar sereno durante a volta. E não é que deu certo? Alberto Sakai fez o melhor tempo da última etapa, garantindo sua vaga para a final.

Assim como ele, o sonho de levar o grande prêmio para casa ficou mais perto para Thiago Silva, de Senador Canedo (GO), e Bruno Juan Garcia, de Arapongas (PR), que, também sob os olhares dos cronometristas, obtiveram os menores tempos no Posto Quinta (veja quadro de classificados).

E os três dias da etapa no Posto Quinta foram marcados por momentos de integração entre os caminhoneiros, que foram em grupos de amigos ou com a família, participar da disputa, reencontrar companheiros de estrada e, de quebra, puderam dar um up no visual, aproveitando a barbearia montada na carreta da Iveco Peças. Lá também os caminhoneiros puderam tirar dúvidas e aprimorar seus conhecimentos nas rodas de conversa com o pessoal da Genuine Parts, FPT e Petronas.
Além disso, tiveram oportunidade de experimentar os caminhões Iveco Tector Auto-Shift (semipesado com câmbio automatizado) e o extrapesado Hi-Way, além do Daily City, pela BR-277.


Destaque ainda para a presença de equipe da Polícia Rodoviária Federal e do Sest/Senat, que interagiram com os caminhoneiros em assuntos como direção segura, uso do celular no volante e práticas de prevenção de acidentes nas estradas.

O gesto da vitória

Joaquim Veríssimo, da cidade de São Luís (MA) foi o campeão da temporada 2018 da Gincana do Caminhoneiro.

 

Mal sabia ele, que no final do dia 21 de outubro, o maranhense Joaquim Veríssimo levaria para a sua casa o sonhado e admirado caminhão zerinho Iveco Tector Auto-Shift.

Manhã gelada, mas os 18 corações dos classificados quentes de tanta adrenalina e expectativa para saber como seria o dia marcado por pura emoção. A grande final aconteceu no Posto Quinta que oferece total infraestrutura para os caminhoneiros durante todo o ano, localizado na rodovia BR-277, km 123, Campo Largo (PR). A 28ª Gincana do Caminhoneiro é realizada pela revista Caminhoneiro, conta com o patrocínio da Iveco (marca da CNH Industrial) e o apoio da Iveco Peças, FPT Industrial e do Banco CNH Industrial.

Os classificados Emerson Leandro Ferraz Rosa, Atlove Charles Santos, Célio Soczek, Luís Alberto Santana Silva, Joaquim Veríssimo Batista, Aparecido Rolim de Goes, Mauro Augusto Chianfa, Airton Borges de Andrade Jr., Walmir Vidolin, Marcos José Fiacoski, João Edson Lazaroto, Lidiomar Strapasson, Flávio Wilton dos Santos, Sandro João Dani, Hélio Antonio Strapasson, Alberto Sakai, Thiago Augusto Silva e Bruno Juan Abrão Garcia foram recepcionados pela organização com um gostoso café da manhã com direito a ovos mexidos, frutas, frios diversos, pão de queijo, pães, bolos, café, leite, sucos e chás. Tudo muito saboroso para dar energia a esses profissionais que já escreveram seus nomes na história da Gincana do Caminhoneiro, o maior evento itinerante da estrada.

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REGULAMENTO

Pingos nos is

O dia começou sinalizando que iria ter muita emoção e adrenalina em cada detalhe das provas.

Todos satisfeitos após o gostoso café, os finalistas receberam uma camisa de finalista com a numeração, que obedeceu a ordem de classificação, sendo a número 1 (um) para o primeiro colocado na 1ª etapa e a número 18 (dezoito) para o terceiro classificado da última etapa desta edição da competição e na sequência foram feitos os sorteios marcando a ordem de entrada na pista de cada classifiado. Ao final da leitura do regulamento todas as dúvidas foram sanadas pela organização da Gincana.

O proxímo passo, então, foi partir para a prova teórica. Bruno Raffo Antunes, instrutor da empresa Sest/Senat (PR), explica que a prova foi elaborada de uma maneira bem tranquila, objetiva, com vinte questões, sendo que as duas últimas foram elababoradas pelo próprio pessoal da Iveco e as demais perguntas envolveram convivio social, legislação de trânsito, direção defensiva, condução econômica e meio ambiente.

O primeiro a acabar a prova teórica foi Walmir Vidolin, de Campina Grande do Sul (PR) que vestia a camiseta número 9. “Achei a prova teórica bem dentro do contexto que a gente vê nas estradas. Foi um ótimo momento para atualizarmos algumas leis de trânsito”, diz.

Eles entraram para a história da maior competição itinerante das estradas: a Gincana do Caminhoneiro que tem uma legião de seguidores em todo o Brasil.

Potência total

Cada caminhoneiro realizou três provas de slalom que aconteceram em pistas iguais, mas com desafios diferentes e uma prova de baliza.
Na Prova de Slalom a 1ª tomada de tempo foi uma prova de regularidade; a 2ª tomada de tempo, uma prova com radar e na sequência a prova de Baliza. Na 3ª tomada de tempo a pista foi livre.

Na Prova de Regularidade antes do início da bateria foi informado ao caminhoneiro o tempo de pista estabelecido pela organização como objetivo para realização da volta (72 segundos). O desafio era realizar a volta com o mais próximo possível deste tempo.

Força e muita raça foram alguns dos atributos evidenciados em cada classificado na hora que ele entrava na pista para realizar as provas práticas.

Na Prova com Radar a pista foi mantida igual da primeira tomada de tempo, mas teve uma fotocélula extra que registrou o tempo que o caminhoneiro passou por ela (11 segundos) que foi estipulado pela organização do evento. Se ele passou acima deste tempo foi penalizado.

Na Prova de Baliza foi considerado para classificação o tempo que o caminhoneiro demorou para chegar na baliza e estacionar o caminhão dentro da marca indicada por tambores e cones.

Na prova livre, em um pista simples foi computado o tempo que o caminhoneiro realiza a prova.

Em todas as tomadas de tempos o caminhoneiro foi penalizado em cinco segundos por cone derrubado/não contornado, mesmo que caído, fora da marca de referência ou se o caminhão não estiver dentro das linhas demarcadas.

O vencedor da 28ª edição da Gincana do Caminhoneiro foi aquele que obteve o menor tempo na somatória do conjunto de provas a seguir: Soma das três provas de slalom (regularidade/radar/livre), prova de baliza e desempenho na prova teórica.

Vitória sonhada

Alguns dias antes da competição final, Veríssimo já tinha intuição que dessa fez seria diferente
e conquistaria o título de 2018.

Há alguns meses Joaquim Veríssimo vinha sonhando que ganharia a Gincana do Caminhoneiro 2018. Premunição ou não, o fato é que o seu sonho se tornou realidade, conquistando o título Campeão da GDC2018.

Um homem de fibra e determinado, Veríssimo conquistou tudo o que possui com muita luta.

“Comecei no ano de 1995 e até hoje estou envolvido com caminhões, dirigindo e batalhando. Graças a Deus tudo o que tenho devo a Deus, em primeiro lugar e em segundo trabalhando com caminhão. Ao longo do tempo conquistei, com meu esforço, cinco caminhões e esse é o sexto. Gosto demais, não sei fazer outra coisa senão trabalhar com os pesados. Transporto carga a granel e brita”, comenta Joaquim Veríssimo com os olhos cheios de lágrimas.


Questionado sobre a Gincana do Caminhoneiro, ele ficou sem palavras. Respirou fundo é disse: “Aqui na Gincana é uma competição linda, bem organizada que respeita e valoriza o profissional do volante. Eu já fui finalista outras vezes e vi muitos amigos sendo vencedores. Eu pensava comigo: um dia chego lá e irei vencer essa competição. Hoje, chegou esse dia e Deus sempre esteve e está comigo”.

Veríssimo explica que uma semana antes da competição ele havia sentido Deus falando: você irá trazer esse caminhão para a sua casa. Mas eu não falei para ninguém”.

“Um Tector muda a vida de qualquer pessoa para melhor”, diz Veríssimo que veio acompanho de seu irmão Manoel Veríssimo. A esposa Yone e seus filhos Lucas e Lorena ficaram em casa no dia de sua grande vitória.

 

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