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Usiquímica cresce 85% e amplia produção de Arla e lubrificantes para frotas e caminhoneiros

Por Graziela Potenza em 13/02/2026 às 07:17
Usiquímica cresce 85% e amplia produção de Arla e lubrificantes para frotas e caminhoneiros

A Usiquímica, fornecedora de Arla 32 e lubrificantes utilizados no transporte pesado, encerrou 2025 com crescimento de 85% no faturamento em comparação com 2024 e anunciou a expansão de sua estrutura industrial para acompanhar o aumento da demanda das frotas brasileiras. O resultado reflete uma estratégia baseada na diversificação do portfólio, incorporação de novas marcas, fortalecimento da produção e ganho de escala operacional, com evolução consistente nos três principais pilares do negócio. Para 2026, a companhia projeta crescimento inicial de 20%.

Em lubrificantes, o grupo avançou com a aquisição das operações da YPF Lubrificantes no Brasil, estruturou a Usiblend como plataforma industrial multimarcas, consolidou a planta de Diadema (SP) como centro de envase e mistura e passou a concentrar 100% da produção nacional da Valvoline. No pilar Arla, manteve crescimento consistente com o Arla 32 Ecotec e ampliou o portfólio ao iniciar a produção do AUS 40, abrindo novas frentes de aplicação nos segmentos industrial e marítimo.

Durante coletiva, a empresa destacou que o avanço não foi pontual, mas resultado de um movimento estruturado de expansão industrial, diversificação de portfólio e consolidação de operações — especialmente nos segmentos de lubrificantes e Arla 32, insumos considerados críticos para o dia a dia do transporte rodoviário.

No segmento de lubrificantes, o desempenho foi influenciado pela aquisição das operações da YPF Lubrificantes no Brasil, incluindo a planta de Diadema, na Grande São Paulo, que passou por reestruturação industrial. A unidade passou a operar como plataforma multimarcas sob a marca Usiblend e absorveu 100% da produção nacional da Valvoline, da qual a empresa é representante desde 2018.

Segundo Moara Gimenez, diretora de Marketing & Comunicação da Usiquímica do Brasil, o foco de 2025 esteve na reorganização interna do negócio para ampliar a capacidade produtiva e preparar a operação para os próximos ciclos de crescimento.

“O automotivo representa entre 30% e 40% do nosso negócio. Nosso foco foi a estruturação da nossa fábrica. Pegamos uma unidade que precisava de reestruturação e modernizamos desde os maquinários até as equipes de profissionais. Foi um trabalho muito focado internamente para garantir maior capacidade de produção”, afirmou.

A executiva também ressaltou o fortalecimento do relacionamento com distribuidores como parte do processo de reorganização.

“Foi um momento de arrumar a casa. Estávamos focados em reorganizar a fábrica, os distribuidores. Não tivemos como estratégia o crescimento do segmento dentro da empresa naquele momento, mas será diferente para 2026. Com essa reestruturação, acreditamos em um crescimento mais forte, embora ainda não tenhamos um percentual para divulgar.”

Ainda no segmento, Gimenez destacou oportunidades na linha pesada, área diretamente ligada ao transporte de cargas.

“O foco maior da Valvoline está na linha leve, mas temos bastante oportunidade dentro da linha pesada. Temos alguns desenvolvimentos de produtos planejados para 2026. É um segmento mais agressivo, com margens melhores e concorrência mais forte, mas enxergamos muita oportunidade de crescimento.”

No pilar químico, o grupo lançou os adjuvantes da linha FortFix, voltados ao agronegócio, e estruturou uma operação dedicada ao fornecimento de matérias-primas para lubrificantes — incluindo óleos básicos, aditivos, componentes para formulação e polímeros. A companhia estima crescimento de 17% nesse segmento em 2026, apoiada na diversificação do portfólio e na integração entre as áreas de atuação.

O crescimento de 85% da Usiquímica em 2025, segundo a empresa, também sinaliza o fortalecimento da produção nacional em uma cadeia considerada estratégica para o transporte pesado.

Mercado enfrenta desafios com Arla adulterado

No segmento de Arla, alinhada à evolução regulatória do transporte e às exigências ambientais, a companhia — uma das pioneiras na produção de Arla 32 no Brasil desde 2012 — registrou crescimento de 18% em 2025 com o Arla 32 Ecotec, fluido utilizado em sistemas SCR (Redução Catalítica Seletiva) para o controle das emissões de óxidos de nitrogênio (NOx) no transporte rodoviário.

O desempenho reflete a ampliação da presença comercial, o desenvolvimento de novos clientes ao longo da cadeia e o fortalecimento da atuação da empresa nesse mercado.

Segundo Everton Minatti, gerente da planta UBL GRU, o setor ainda enfrenta problemas relacionados à adulteração do produto — uma prática que pode causar danos ao sistema de pós-tratamento dos veículos e gerar custos elevados de manutenção.

“O Arla passou por uma série de adulterações. Em uma época colocavam água, gerando problemas em todo o sistema do veículo; depois, houve casos de ureia com problemas e fabricantes que utilizavam matéria-prima de má qualidade, entre outros. A Usiquímica desenvolveu, inclusive, seus próprios testes para identificar Arla adulterado, visando evitar danos ao sistema dos veículos. Um kit para esse tipo de verificação deve chegar no segundo semestre, com manuseio simples e rápido para acusar a adulteração”, afirma.

Ao longo de 2025, os investimentos estiveram concentrados principalmente na ampliação da capacidade de armazenagem, com foco no aumento dos estoques e na maior eficiência logística — fatores que contribuem para garantir o abastecimento do mercado.

Como parte da estratégia de diversificação e preparação para novas aplicações, o grupo iniciou a produção do AUS 40 — solução de ureia em concentração mais elevada (40%, contra 32,5% do Arla 32 Ecotec). As vendas começam este ano e devem ampliar o portfólio para atender aplicações industriais e navais. Para 2026, a projeção de avanço no segmento de Arla é de 15%.

Foto: divulgação

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