Uma homenagem para todas as mulheres da estrada

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O mês delas chegou e a revista Caminhoneiro não poderia deixar de exaltar e prestar uma homenagem para todas as mulheres da estrada. Aquelas guerreiras que enfrentam tantos desafios para ajudar e oferecer o melhor para a sua família merecem todo o nosso reconhecimento.

E o Dia Internacional da Mulher não é apenas uma forma para mostrar como essas esposas, mães e mulheres são incríveis, mas também divulgar o desejo de todas elas por uma profissão mais igualitária e sem preconceitos.

Ainda existem poucas mulheres caminhoneiras

O número de mulheres caminhoneiras é uma verdadeira incógnita, já que os dados oficiais podem possuir diferentes interpretações. Isso porque, segundo o Denatran, são aproximadamente 185 mil mulheres brasileiras que possuem habilitação para dirigir caminhões, o que representa 6,5% do total de motoristas com a CNH requerida para a profissão de caminhoneiro.

Por outro lado, a Pesquisa CNT Perfil dos Caminhoneiros 2019 demonstrou que, dentre os entrevistados, a proporção foi extremamente desigual. Segundo o levantamento, existem apenas 0,5% de mulheres no mercado, quantidade muito desigual aos 99,5% caminhoneiros homens.

De toda a forma, levando em consideração ambas as pesquisas, a conclusão é apenas uma: existem poucas mulheres na profissão de caminhoneira. Mas por que será que isso acontece?

A vida de caminhoneira não é fácil

Só quem é mulher sabe que a vida de uma caminhoneira não é nada fácil. Superar as desconfianças, se provar todos os dias e vencer o preconceito são apenas alguns dos desafios que essas batalhadoras enfrentam em suas rotinas.

“Além de todas as pressões que independem de gênero, elas, por serem mulheres ao volante, precisam provar a todo momento que são capazes”, lembra a doutora e pesquisadora, Luna Gonçalves da Silva.

Além disso, por ser uma profissão massivamente masculina, as mulheres são obrigadas a passarem por cima de diversas barreiras que ocorrem durante um frete. Um exemplo, citado por muitas dessas caminhoneiras, é a falta de sanitários femininos nos pontos de descanso e nos postos durante a estrada.

Essas caminhoneiras seguem mostrando o seu valor

Apesar de serem minorias, é sempre importante ressaltar que as mulheres são tão capacitadas quanto os homens que exercem a profissão. Aliás, uma pesquisa do Detran do Paraná, revelou que as mulheres são motoristas mais cautelosas e possuem mais prudência, algo muito importante no momento de transportar cargas.

Ainda nesse contexto, dados do Infosiga SP revelam que, em 2017, apenas 6,4% das multas registradas pela Polícia Civil (RDOs) e pela Polícia Rodoviária Federal no estado de São Paulo foram para mulheres. Enquanto isso, 93,1% foram para motoristas do sexo masculino.

Esses dados servem apenas para mostrar que motoristas do sexo feminino possuem tanta capacidade quanto os do sexo masculino. E justamente por isso, cabe a nós propor essa homenagem tão merecida e necessária para essas mulheres.

Algumas caminhoneiras famosas

Por serem um grupo relativamente pequeno, as caminhoneiras são muito unidas. Afinal, tudo flui melhor quando uma ajuda a outra, não é mesmo?

E por isso, “nesse mundo”, existem algumas influenciadoras que contam um pouco de sua história e dia a dia. Sheila Bellaver, por exemplo, é uma gaúcha de 35 anos que roda o Brasil para fretes de frutas e verduras. Ela possui mais de 300 mil inscritos em seu canal e os vídeos já foram vistos por mais de 1 milhão de pessoas.

Outra caminhoneira que faz sucesso na internet é Anailê Santos Goulart, uma mulher de 28 anos que viaja pelo país em seu Scania L110 e L111.

Realmente, essas mulheres da estrada são umas guerreiras. Nós esperamos que o mercado dos caminhões se torne cada vez mais igualitário e possibilite as mesmas condições para todos.

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