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Trump visita fábrica da Peterbilt no Texas e defende tarifa de 25% sobre caminhões importados

Por Revista em 06/10/2026 às 05:18
Trump visita fábrica da Peterbilt no Texas e defende tarifa de 25% sobre caminhões importados

Presidente dos EUA esteve na planta de Denton na quinta-feira (1º); dados de produção e emprego citados vêm do governo americano e da empresa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitou na quinta-feira (1º de outubro) a fábrica da Peterbilt, em Denton, no Texas, e aproveitou o evento para defender a tarifa de 25% que o país cobra sobre caminhões médios e pesados importados. A Peterbilt é uma das marcas da PACCAR, grupo que também controla a Kenworth e a DAF.

A tarifa defendida por Trump já está em vigor desde 1º de novembro de 2025.

O que Trump disse na fábrica da Peterbilt

Segundo a cobertura das publicações americanas FreightWaves, CCJ e Transport Topics, o presidente afirmou que a produção de caminhões pesados subiu algo em torno de 31% e que os embarques estão no nível mais alto da história do país. Até a conclusão desta matéria, não foi localizado levantamento independente que confirme essas afirmações.

Como funciona a tarifa

A medida foi estabelecida por decreto presidencial assinado em 17 de outubro de 2025. Trata-se de um imposto cobrado na entrada do produto no país: 25% sobre caminhões médios e pesados e sobre uma lista de peças, e 10% sobre ônibus. Veículos que se enquadram no USMCA, o acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá, e que tenham aprovação do governo americano pagam a tarifa apenas sobre a parte produzida fora dos Estados Unidos.

Os números da planta de Denton

A fábrica produz cerca de 200 caminhões por dia, segundo a CCJ e a FreightWaves, e tem mais de 2.500 funcionários, segundo a CCJ e a Transport Topics. A Peterbilt informou ter criado mais de 1.000 empregos na unidade, de acordo com a FreightWaves. O governo americano, que atribui essas contratações à tarifa, afirma que a PACCAR abriu mais de 2.000 vagas no país.

A ligação direta entre a tarifa e as contratações é uma avaliação do governo e da empresa. Até a conclusão desta matéria, não foi localizado levantamento independente que a confirme.

O mercado por trás da visita

Dados de consultorias apontam demanda forte por caminhões pesados na América do Norte. Em agosto, a ACT Research e a FTR disseram que a produção de 2026 estava praticamente toda vendida, com os pedidos de julho entre 68% e 75% acima dos do mesmo mês de 2025, conforme a consultoria. Esses números medem pedidos, não embarques, e por isso não confirmam nem desmentem a afirmação de recorde feita pelo presidente.

E o Brasil?

A tarifa vale para veículos que entram nos Estados Unidos, e os relatos consultados não mencionam o Brasil. O grupo dono da Peterbilt é o mesmo da DAF, que monta caminhões em Ponta Grossa (PR) desde 2013, segundo a própria PACCAR. Nada nas publicações consultadas indica impacto direto sobre essa operação.

Para quem acompanha o mercado de caminhões, a visita mostra que a tarifa de 25% segue no centro do debate nos EUA e que a fábrica de Denton virou vitrine dessa política. Para saber se a medida entregou o que o governo diz, será preciso esperar dados independentes de produção, emprego e preço dos caminhões.

Visita à fábrica da Peterbilt, em Denton (Texas), em 1º de outubro. Foto: Molly Riley/Casa Branca

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