Projeto de corredor verde prevê três postos de abastecimento em Sumaré, Cubatão e Ribeirão Preto, com estrutura aberta a outras transportadoras
A TransJordano teve aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, um financiamento de R$ 140 milhões para a implantação de um corredor verde no estado de São Paulo. O projeto prevê a aquisição de 100 caminhões movidos a biometano e a construção de três postos de abastecimento no estado.
As unidades serão instaladas em Sumaré, Cubatão e Ribeirão Preto. Além de atender à operação da própria TransJordano, a estrutura também será aberta a outras transportadoras, o que pode ampliar o acesso ao biometano em rotas de transporte rodoviário de cargas.
Do total aprovado, R$ 98 milhões são provenientes do Fundo Clima e R$ 42 milhões do programa BNDES Máquinas e Serviços. Segundo as informações divulgadas, o projeto também contempla a adoção de tecnologias voltadas a ampliar a autonomia operacional dos veículos.
A iniciativa ocorre em um momento em que a transição energética ganha espaço nas discussões do transporte. O setor rodoviário de cargas responde por cerca de 65% da movimentação logística nacional, o que coloca caminhões, transportadoras e operadores logísticos no centro do debate sobre redução de emissões e diversificação da matriz energética.
O biometano é um combustível renovável produzido a partir de resíduos orgânicos e vem sendo apontado como alternativa ao diesel, especialmente em operações de curta e média distância. A expectativa é que seu uso contribua para reduzir emissões de gases de efeito estufa e fortalecer novas opções de abastecimento para o transporte.
Para o caminhoneiro e para as transportadoras, a ampliação da infraestrutura é um ponto decisivo. Sem postos disponíveis em locais estratégicos, o uso de combustíveis alternativos fica limitado. Por isso, a construção de pontos de abastecimento em três regiões paulistas pode ter impacto além da frota da própria empresa.
Segundo Joyce Bessa, diretora de gestão estratégica e pessoas da TransJordano, a transição energética no transporte exige investimento, estrutura e mudança na forma como as empresas enxergam seu papel na cadeia logística. Ela avalia que projetos desse tipo também estão ligados à eficiência, inovação e novas oportunidades de negócio.
Com mais de duas décadas de atuação no transporte rodoviário de cargas sensíveis, a TransJordano passa a integrar o grupo de empresas que investem em soluções estruturadas de descarbonização. O projeto do corredor verde coloca em evidência um desafio que deve ganhar cada vez mais espaço no setor: combinar operação, abastecimento e redução de emissões sem perder eficiência no transporte.
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