Reciclar é preciso

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WEDERSON

Apesar do corre corre, os caminhoneiros procuram se reciclar para dominarem as novas tecnologias. Cada um escolhe a melhor opção dentro da sua realidade.   

 

As montadoras, cada vez mais, estão se preocupando em oferecer aos seus clientes produtos e serviços que atendam às suas necessidades. As tecnologias que equipam os caminhões e a capacitação do motorista são de suma importância para quem deseja obter o máximo do seu veículo. Sendo assim, muitos profissionais do volante procuram fazer cursos de reciclagem, mas infelizmente, apesar de saberem e valorizarem esses cursos de treinamento sentem dificuldades porque não possuem tempo.

Foi pensando nisso que muitas empresas quando adquirem um novo caminhão aproveitam para atualizar os seus profissionais falando das tecnologias existentes no veículo. De um modo geral, as montadoras oferecem treinamento aos transportadores em todas as entregas de novos caminhões. O instrutor vai até o cliente ministrar o conteúdo e pode até mesmo acompanhar o motorista durante uma viagem. Assim, ele pode dar uma orientação mais completa. O caminhoneiro, após ser treinado, acaba transmitindo as informações para os demais colegas de trabalho.

Frequentar cursos de reciclagem acaba formando um profissional altamente gabaritado. Isso se traduz para o transportador em maior rendimento e rentabilidade.

Segundo o caminhoneiro Peterson Antunes, 36 anos de idade e 15 de estrada, com a condução correta é possível obter melhora na performance do veículo com redução no consumo de combustível e nas manutenções corretivas. Ele dirige um Cargo Ford 1519, entregando móveis por todo o Brasil. “Os caminhões atuais são verdadeiras aeronaves com muita tecnologia que ajuda o caminhoneiro, mas ele precisa saber usá-la corretamente. Há pouco tempo fiz o curso de condução defensiva de trânsito”, diz Antunes. Ele está sempre se atualizando e também troca informações com os colegas de trabalho.

Emerson Luiz Zulin, 33 anos de idade e 10 de estrada, dirige um Iveco 330 Cursor e transporta alimentos na rota Mato Grosso do Sul/São Paulo e vice-versa. Hoje o treinamento se tornou questão primordial. “Eu tive uma grande sorte na minha vida e aprendi tudo com o meu pai que era um excelente caminhoneiro. Ele conhecia muito bem as estradas e adorava caminhões. “Para me reciclar já fiz curso Mopp, no Sest Senat, e também aproveito quando deparo com eventos de estrada que oferecem test drive, disponibilizando caminhões de diferentes marcas. Tudo isso é ganho de conhecimento e de bagagem profissional”. A própria seguradora exige que o motorista faça curso de reciclagem. “Além da economia e do potencial aumento na performance do caminhão, esses tipos de cursos abordam outros temas de suma importância para nós, como legislação de trânsito, redução de acidentes e sustentabilidade no transporte”.

Manoel Villas Santana, 28 anos e cinco de estrada, transporta leite com o Constellation 17.250 na rota interior de São Paulo/Capital e vice-versa. “Tenho total consciência da importância de um motorista frequentar cursos para se reciclar. A gente procura conversar com os amigos e trocar experiências, informação sobre as tecnologias, sobretudo, quando são lançadas. Aproveito para sugerir a promoção de eventos em postos de parada para os caminhoneiros que tenham palestras e test drive. Assim, na nossa hora de parada podemos se reciclar e contornar a nossa falta de tempo”.

Dirigindo um MB Atego 2426, Wederson Vagner Gonçalves, percorre todo Brasil levando carga diversificada. “A falta de tempo é o grande vilão da nossa profissão. A empresa quando entrega o caminhão para trabalharmos acaba passando informações sobre as tecnologias que equipa esse veículo”.

Segundo Gonçalves, de nada adianta estar dirigindo um veículo moderno, de última geração, se o motorista não sabe aproveitar todos os recursos disponíveis nele. O treinamento é fundamental para o bom profissional. Geralmente, converso muito com os meus colegas de trabalho e trocamos informações sobre diversos assuntos. Entre os quais legislação de trânsito e tecnologias. Temos que nos valorizar para conquistar melhorias. O caminhoneiro brasileiro enfrenta bandidos nas estradas, pedágio alto e frete baixo. Graças a Deus, eu trabalho para uma empresa e sou muito bem assessorado por ela”, diz Gonçalves lembrando que nem todo motorista tem essa sorte.


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