Qualidade de ereção resgata autoestima do homem – Revista Caminhoneiro

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O desempenho sexual é um importante componente da autoestima masculina e a disfunção erétil pode causar forte impacto não só na sua vida sexual, mas também na percepção de si próprio em todos os aspectos. Homens com problemas de ereção podem tornar-se inseguros e evitar a intimidade com a parceira, aumentando a pressão e a ansiedade associadas a essa condição, o que cria um círculo vicioso.

Como tratar problemas de ereção de forma a obter melhores resultados quanto ao desempenho e a satisfação sexual do paciente? “Poder oferecer aos pacientes a opção de fazer algo para melhorar sua vida sexual de uma maneira simples e segura, restaurando a confiança nos relacionamentos e resgatando a autoestima tem sido o objetivo do tratamento para Disfunção Erétil (DE) nestes 12 anos”, afirma o urologista Alister Cara, que integra a Sociedade Brasileira e Americana de Urologia.

Segundo o especialista, num primeiro momento, o mais importante para o paciente é recuperar a ereção, o que pode ser obtido com o tratamento medicamentoso. Depois que o paciente adquire autoconfiança em manter a rigidez, melhorar o desempenho e a satisfação sexual passa a ser o objetivo. Neste aspecto, obter uma rigidez peniana completa pode contribuir para melhorar o desempenho e satisfação sexual do casal.

“Se antes o objetivo do tratamento da DE era proporcionar uma ereção suficiente para penetração, hoje, com este obstáculo ultrapassado, a meta é atingir a rigidez ideal do pênis”, explica Cara. Para alcançar tal objetivo, pacientes e especialistas podem utilizar a Escala de Rigidez de Ereção (ERE) – um instrumento que permite aos homens com DE um maior controle da doença e melhor aferição dos resultados do tratamento.

A ferramenta possui uma escala de um a quatro pontos. No grau 1, o pênis cresce, mas não é rígido; no segundo nível da escala o pênis é rígido, mas não o suficiente para penetração; no terceiro o pênis é rígido suficiente para penetração, mas não completamente rígido e por fim o grau quatro, em que a ereção é completamente rígida, sendo o objetivo ideal a ser atingido com o tratamento para DE.

A ERE foi desenvolvida pelo professor de urologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston, nos EUA, Irwin Goldstein e sua equipe de colaboradores. Eles concordam que a medição da rigidez peniana pelos homens, por suas parceiras e profissionais de saúde pode dar mais objetividade à avaliação e definição do tratamento. “Aliado ao tratamento medicamentoso, esse instrumento possibilita relacionar a rigidez peniana com a qualidade da relação sexual, o que resulta em maior satisfação para o casal”, diz o especialista.

Estima-se que a incidência de algum grau de disfunção erétil na população masculina brasileira acima de 40 anos seja de 48%. A disfunção erétil está associada a problemas orgânicos, psíquicos ou mistos e pode ser de intensidade leve à completa. A disfunção psicogênica, associada à ansiedade, é mais freqüente em homens mais jovens. Com o avançar da idade, é comum o homem sentir maior dificuldade em manter o pênis ereto, por razões de origem orgânica ? normalmente associada à pressão alta, colesterol elevado, diabetes ou problemas cardíacos ? ou mistos (mescla de origem orgânica e psicogênica). Em qualquer dos casos, o grau da disfunção pode variar entre leve, moderada e completa.

Existe tratamento para todos os graus e tipos de dificuldade de ereção. Mesmo os portadores de insuficiência cardíaca, pressão alta e outras doenças relacionadas ao sistema cardiovascular podem fazer uso de medicamentos para o tratamento da disfunção erétil. Entre os medicamentos orais existentes, o Viagra (citrato de sildenafila), é indicado para o tratamento da disfunção erétil (DE), capaz de atingir o grau máximo de rigidez da ereção, com alta eficácia e boa tolerância, proporcionando um maior desempenho e melhor satisfação sexual para o casal. O medicamento já foi usado por mais de 38 milhões de homens em 120 países, registrando mais de 2 bilhões de comprimidos vendidos no mundo, com uma média de seis pílulas azuis comercializadas por segundo.

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