A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) divulgou os dados de produção, licenciamentos e exportações de caminhões referentes ao mês de julho de 2025. O levantamento aponta crescimento na produção e nas exportações, mas os licenciamentos seguem em queda no acumulado do ano.
Em julho, foram produzidos 12,1 mil caminhões no Brasil, alta de 6,8% em relação aos 11,3 mil fabricados em junho. A Anfavea destaca que o mês de julho contou com mais dias úteis em relação a junho, o que contribuiu para o aumento da produção. Na comparação com julho de 2024, o crescimento foi de 1,3%. No acumulado de janeiro a julho de 2025, a produção totalizou 78,4 mil unidades — um aumento de 2,8% frente às 76,3 mil do mesmo período do ano passado.
Já os licenciamentos somaram 10,6 mil unidades em julho, alta de 24,5% sobre os 8,5 mil registrados no mês anterior. No entanto, houve queda de 6,6% em relação a julho de 2024. No acumulado do ano, os emplacamentos atingiram 65,4 mil unidades, recuo de 4,1% frente às 68,1 mil registradas de janeiro a julho do ano passado.
Segundo Igor Calvet, presidente da Anfavea, as altas taxas de juros continuam a impactar negativamente o setor, especialmente os segmentos de caminhões pesados e extrapesados, que representam cerca de 45% do mercado. “O segmento até 9 toneladas ainda mantém certo volume de vendas, mas os modelos pesados têm sofrido bastante com esse cenário. Vamos intensificar o trabalho no segundo semestre para tentar reverter essa tendência negativa”, afirmou.
As exportações, por outro lado, mantiveram desempenho positivo. Em julho, o crescimento foi de 9,3% em relação a junho e de expressivos 84,4% na comparação com julho de 2024. No acumulado do ano, as exportações aumentaram 89,8% frente ao mesmo período do ano passado.
Diante do cenário econômico global e doméstico, incluindo juros elevados e tarifas impostas pelos Estados Unidos, a Anfavea informou que já revisou suas projeções para o fechamento de 2025.
“Esses fatores macroeconômicos têm um peso considerável no desempenho do setor. Estamos monitorando o mercado e revisamos para baixo nossas expectativas para o acumulado do ano”, concluiu Calvet.
Foto: divulgação
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