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Produção de caminhões cai 17,2% no quadrimestre, mas Move Brasil ajuda a conter retração

Por Graziela Potenza em 11/05/2026 às 13:54
Produção de caminhões cai 17,2% no quadrimestre, mas Move Brasil ajuda a conter retração

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou os números de produção, licenciamento e exportações de caminhões referentes a abril de 2026. Os dados mostram que o setor segue em retração na comparação com o ano passado, embora o programa Move Brasil tenha contribuído para reduzir o ritmo de queda nas vendas.

Em abril, a produção de caminhões foi de 9,7 mil unidades, contra 11,1 mil em março de 2026, o que representa queda de 13,1%. No acumulado de janeiro a abril deste ano, foram produzidos 35,4 mil caminhões, ante 42,8 mil no mesmo período de 2025, uma retração de 17,2%. Na comparação entre abril de 2026 e abril de 2025, a queda foi de 12,2%.

Nos emplacamentos, abril registrou 8,8 mil unidades, volume estável em relação a março deste ano. Já na comparação com abril de 2025, houve queda de 5,8%. No acumulado de janeiro a abril de 2026, foram emplacados 30,7 mil caminhões, contra 37,1 mil no mesmo período do ano passado, também com retração de 17,2%.

As exportações também apresentaram recuo. Em abril, foram exportados 2,2 mil caminhões, contra 2,4 mil em março de 2026. No acumulado de janeiro a abril, o setor registrou baixa de 14,0% em relação ao mesmo período de 2025.

Segundo a Anfavea, o encerramento da primeira fase do Move Brasil foi marcado pela agilidade na distribuição dos recursos, que facilitaram o acesso ao crédito para aquisição de caminhões novos e seminovos, com juros ainda menores para quem entregou modelos antigos para reciclagem. O programa, de acordo com a entidade, teve o mérito de reduzir a queda nas vendas, que estava em 31,5% em janeiro, para 17,2% no acumulado do quadrimestre.

“Esperamos eliminar esse gap e voltar aos volumes normais de emplacamento com o Move Brasil 2, que vai disponibilizar R$ 21,2 bilhões para financiamento de caminhões, sobretudo para autônomos, e para aquisição de ônibus e implementos rodoviários mais modernos”, afirmou Igor Calvet, presidente da Anfavea.

Calvet destacou ainda que o programa tem ajudado o setor, mas ainda não foi suficiente para reverter o cenário de queda. “O Move Brasil continua contribuindo, mas ainda não foi capaz de reverter as quedas nas vendas. Esperamos que essa segunda fase consiga impulsionar o mercado”, disse.

Foto: divulgação

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