Possível paralisação dos caminhoneiros no dia 30 de março

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Motoristas de diversos pontos do país estão recebendo mensagens, por meio do WhatsApp, convocando para uma paralisação dos caminhoneiros geral com data marcada para o dia 30 de março, próximo sábado.

Quase um ano após a manifestação que parou o país em maio de 2018, muitos caminhoneiros ainda estão insatisfeitos com o resultado daquele movimento. E por essa razão, existem motoristas se organizando para uma nova ação coletiva.

Aceitação para a greve dos caminhoneiros

A princípio, uma boa parte da classe concorda com essa manifestação, mas também existe um grupo de profissionais do volante que não querem a greve dos caminhoneiros.

Segundo os adeptos do movimento, os temas que estão sendo reivindicados são o cumprimento das tabelas de frete, a redução no preço do diesel e a redução do preço dos pedágios nas rodovias.

Opinião da estrada

O caminhoneiro Roberto Damaceno de Jesus, com 25 anos de estrada, transporta grãos em um Scania 124G, na região de Maringá, no Paraná.

“O frete está muito defasado, mas não quero parar no dia 30. Recebi uma mensagem do meu amigo pelo WhatsApp, mas queremos que o frete melhore sem esse transtorno”, afirma. Essa é a posição de muitos caminhoneiros, que não veem na greve a solução para os problemas, pelo menos por enquanto.

O que diz a Abcam

Sobre a temática, a Associação Brasileiro dos Caminhoneiros (Abcam) divulgou uma nota oficial sobre o assunto em que acredita que, no momento, não é necessária uma nova paralisação em virtude dos direitos dos caminhoneiros. “A Abcam espera que não seja necessário chegar uma nova e traumática paralisação. A entidade conta com o diálogo e a aproximação com o novo Governo Federal”.

Confira outras partes do comunicado oficial:

“A Associação Brasileira dos Caminhoneiros vem por meio da presente nota, esclarecer informações divulgadas em matéria publicada pelo site UOL, no último dia 16.

Em conversa com o jornalista do referido veículo de comunicação, em fevereiro deste ano, a assessoria de imprensa da entidade informou que, de fato, por meio de monitoramento de redes sociais, grupos de WhatsApp e conversas com diversas lideranças da categoria, não havia sido encontrado qualquer sinal de organização dos caminhoneiros com o objetivo de realizar uma nova greve.

Entretanto, são inúmeros telefonemas e mensagens de insatisfação com o atual piso mínimo de frete, bem como a falta de fiscalização para o seu cumprimento. A entidade vem percebendo uma insatisfação muito grande da categoria, o que pode refletir em uma possível paralisação.

Vale ressaltar que a Abcam sempre concordou com a insatisfação dos transportadores autônomos. É imprescindível a criação de uma nova tabela de frete que esteja de acordo com a realidade vivida nas estradas e que garanta os custos operacionais do transportador. Também é necessária uma fiscalização eficaz e eficiente por parte da ANTT.”

Fique por dentro sobre todas as novidades dos motoristas de pesados aqui na Revista Caminhoneiro.

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