Mobilização segue na região da Alemoa enquanto caminhoneiros aguardam votação da medida, que pode perder validade nesta semana
Caminhoneiros mantêm, nesta terça-feira, 14 de julho, a mobilização nos acessos ao Porto de Santos, no litoral paulista. O movimento está concentrado na região da Alemoa, nas proximidades do Viaduto Paulo Bonavides, um dos principais acessos ao complexo portuário.
A paralisação começou na segunda-feira, 13 de julho, com o objetivo de pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória 1.343/2026, conhecida como MP do Frete. Até a manhã desta terça-feira, não havia confirmação oficial de interrupção total das operações do Porto de Santos.
A principal reivindicação dos caminhoneiros é a aprovação da medida, que trata do cadastramento obrigatório das operações de transporte rodoviário de cargas e da geração do Código Identificador da Operação de Transporte, o CIOT.
A proposta também amplia os mecanismos de fiscalização e prevê medidas administrativas para garantir o cumprimento da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.
A pressão sobre o Senado aumentou porque a MP precisa ser analisada até quinta-feira, 16 de julho. Caso a votação não seja concluída dentro do prazo, a medida provisória perderá a validade.
Na manhã desta terça-feira, o sistema do Congresso Nacional ainda apresentava a matéria como “aguardando leitura” no Senado.
Na noite de segunda-feira, representantes do governo e da oposição encaminharam um acordo para tentar viabilizar a análise da proposta. Segundo o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, alguns pontos poderão receber mudanças pontuais de redação para evitar que o texto precise retornar à Câmara dos Deputados.
O entendimento aumentou a expectativa de votação, mas a análise da MP ainda depende da inclusão da matéria na pauta e da decisão do Plenário do Senado.
Enquanto aguardam uma definição em Brasília, os caminhoneiros continuam mobilizados em Santos. A continuidade ou o encerramento da paralisação deverá depender do andamento da proposta no Senado ao longo desta terça-feira.
Para o transporte rodoviário de cargas, a MP do Frete é acompanhada com atenção porque pode alterar regras ligadas ao registro das operações, ao pagamento, à fiscalização do piso mínimo e ao uso do CIOT. Por isso, a indefinição sobre a votação tem mobilizado representantes da categoria e entidades do setor.
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