O futuro e aqui - Revista Caminhoneiro

João Domingos Neto tem 43 anos, sendo 12 de caminhoneiro. Conseguiu comprar seu próprio caminhão, um Scania, modelo 112 HW, ano 91. Morador de Araçatuba, transporta açúcar de sua cidade para o porto de Santos. Depois de dirigir um Mercedes-Benz 2644 Premium, com câmbio semiautomático, atrelado a um bitrem, desceu sorridente da cabine.

“O câmbio é muito bom, você pisa na embreagem e só dá um toque na alavanca”, disse ele. “É um excelente o caminhão, show de bola não deixa nada a desejar para a concorrência”. E o que mais gostou em todo o conjunto foi a facilidade de manusear o câmbio, muito prático no dia a dia. “Para mim que sou autônomo, um câmbio automático é muito caro, sem dizer que eu acho que o câmbio automático acaba tirando muita a atenção do motorista. Ele pode ficar desatento. Com o semiautomático, por você ter que mexer com os pés, ele tem que estar sempre ligado”.

José Roberto Anício tem 37 anos e 15 de caminhoneiro. Também é dono de um Scania, porém, mais velhinho, é um modelo 113, ano 98, equipado com uma caçamba, com o qual puxa granel de São Vicente para o Brasil todo.

Dirigiu o Ford Cargo 1932. “O caminhão me surpreendeu e eu estou sendo bem sincero”, disse Anício abrindo um enorme sorriso. “É forte. A cabine me surpreendeu, eu não esperava”.

Além de surpreso com o caminhão, o que mais chamou a atenção foi o conforto da cabine. “Para quem viaja direto com o caminhão, mais de 18 horas rodando, quanto mais conforto o caminhão oferecer, menos cansado você fica, com o corpo sem dor”, explica Anício. “No mental a gente tem controle, mas no corpo, se o caminhão não tiver conforto, o bicho pega, por isso que eu gostei tanto desse novo modelo”.

Outro caminhoneiro autônomo, Arsênio Ignácio de Paula Neto, de 26 anos de idade e há seis na estrada, estava em Cubatão com seu Scania 112, ano 88, com o qual trouxe açúcar de Ribeirão Preto para Santos e dirigiu um Volvo VM 260 porque estava acostumado a dirigir carreta e nunca tinha dirigido um caminhão trucado.

“Achei muito bom, muito confortável e com uma excelente transmissão”, disse ele. “O que mais me chamou a atenção foi a transmissão, a maciez de engate, a facilidade e dá para perceber que é um câmbio reforçado, forte. A embreagem é bem macia”.

Alexandro Vieira, 30 anos, e há quatro na estrada, ainda não conseguiu comprar seu próprio caminhão. Como empregado, dirige um Mercedes-Benz 1634, com o qual puxa granel de Itapetininga e região, para o porto de Santos. Em Cubatão dirigiu um VW Tractor 26.370, 6×4. “O caminhão é bom, gostoso, macio, confortável”, disso Vieira. “O que mais gostei foi o conforto porque quem trabalha com conforto, trabalha mais satisfeito, cansa e se estressa menos. Achei o câmbio excelente”.

Sempre que pode, Roberto Carlos dos Santos Reis, de 47 anos e há 22 anos na estrada, visita a Feira de Cubatão para se informar sobre as novidades e dirigir os caminhões mais modernos do mercado. Ele dirige um VW 25.370 puxando contêineres de Santos para Cubatão e vice-versa.

Dirigiu o chinês Sinotruk, modelo Howo, 380 6×4. “Achei um caminhão forte, com as três caixas com seis marchas em cada uma é muito bom para quem carrega muito peso”, disse Reis, explicando a utilidade de tantas marchas. “Quando o caminhão puxar contêiner, com pouco peso, vai dar mais trabalho porque o motorista terá que trabalhar muito na caixa de câmbio, fazendo as mudanças. No contêiner a gente trabalha com no máximo de 32,5 toneladas. Mas, se o Sinotruk estiver com um peso maior, o escalonamento das marchas ajudará muito para que o motorista possa aproveitar toda a potência do motor”.

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