Nova paralisação dos caminhoneiros é contra decisão do STF sobre frete

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Na manhã desta segunda-feira se iniciou uma nova paralisação de caminhoneiros em estradas do Rio de Janeiro e São Paulo. Apesar disso, existe a possibilidade do movimento crescer e se espalhar por outros estados.

Segundo a concessionária que administra a Via Dutra, em Barra Mansa, no Rio de Janeiro, uma fila de caminhões já interrompe o tráfego desde às 5h19. A Polícia Rodoviária Federal (PRF), que também acompanha o protesto, revelou que o congestionamento já chega a seis quilômetros, no sentido RJ, próximo a Bocaininha.

Até o momento, os agentes informaram que os adeptos da manifestação deixam passar pelo bloqueio somente veículos leves, ônibus e caminhões com carga perecível, além de tentarem convencer outros caminhoneiros a participarem do movimento.

Já em São Paulo, o ato está localizado na região de Pindamonhangaba e bloqueou o acesso ao Porto de Santos, principal rota hidroviária do Brasil para o exterior.

Motivo para a greve

Segundo os manifestantes, a paralisação é uma resposta à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux, que no dia 6 de dezembro, última quinta-feira, determinou a proibição para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aplicar multas para empresas que descumprissem a tabela de frete.

A tabela mínima do frete foi uma das reivindicações mais importantes dos caminhoneiros para o encerramento da greve em maio de 2018, que foi capaz de parar o Brasil e trazer impactos para a economia do país.

Para reverter esse quadro, um documento, anunciado pelo presidente Michel Temer naquele momento estipulava preços mínimos que deveriam ser pagos para os caminhoneiros de acordo com o tipo de carga transportada e os quilômetros percorridos.

Veja abaixo a explicação de Canovas, um caminhoneiro de São Paulo, sobre os principais pontos dessa nova paralisação que pode se espalhar pelo país:

 

O futuro da paralisação

A tendência é que a pauta seja levada e discutida no plenário do STF. Dessa forma, a paralisação tem como objetivo sensibilizar os outros ministros e fazer com que votem a favor da tabela do frete, aprovada há alguns meses pelo presidente e pelo Congresso Nacional.

Apesar do ato, alguns especialistas no transporte rodoviário brasileiro alegam que, como existe um número reduzido de entregas no final do ano, o efeito da greve não será o mesmo daquela de maio, que foi capaz de parar o Brasil.

E você, o que acha da nova paralisação? Tem fotos ou vídeos sobre os atos? Envie no nosso Facebook!

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