O mercado brasileiro de caminhões deve iniciar 2026 sob uma perspectiva de cautela, mas com sinais claros de recuperação ao longo do ano. A avaliação é de Jefferson Ferrarez, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil, que aponta um cenário de “otimismo moderado”, alinhado às projeções da Fenabrave e da Anfavea.
Segundo o executivo, as estimativas iniciais indicam crescimento entre 3% e 4%, com volume aproximado de 114 mil a 115 mil unidades comercializadas. A tendência é que a recuperação se torne mais consistente a partir do segundo semestre.
“Entramos em 2026 com otimismo moderado, em linha com a visão da Fenabrave e da Anfavea. As projeções iniciais apontam para crescimento entre 3% e 4% no mercado de caminhões, com volume estimado em torno de 114 a 115 mil unidades e recuperação mais consistente a partir do segundo semestre.”
Entre os principais vetores positivos para o setor está o Programa Move Brasil, que deve disponibilizar até R$ 10 bilhões em crédito, com taxas mais baixas e carência. Soma-se a isso a expectativa de uma safra agrícola um pouco menor — mas ainda forte —, a tendência gradual de alívio no custo do financiamento e a necessidade crescente de renovação de frotas envelhecidas, especialmente no segmento de pesados.
Para a Mercedes-Benz, o próximo ano deve marcar uma retomada gradual, com maior equilíbrio entre volumes e rentabilidade, além de potencial de avanço mais forte nos caminhões pesados à medida que o crédito seja destravado.
“Na Mercedes-Benz, vemos 2026 como um ano de retomada gradual, com maior equilíbrio entre volumes e rentabilidade e potencial de avanço mais forte nos pesados, à medida que o crédito seja destravado”, diz Jefferson Ferrarez.
Mais do que tendências, sustentabilidade, inovação tecnológica e eficiência operacional devem se consolidar como fatores decisivos na compra de caminhões em 2026.
A sustentabilidade, segundo Ferrarez, será percebida principalmente na redução do consumo de combustível, na menor emissão de CO? — mesmo em motores a combustão — e no avanço dos programas de renovação de frota, responsáveis por retirar veículos antigos de circulação.
“Esses fatores deixam de ser discurso e passam a ser decisivos para a compra de caminhões”, afirma Jefferson Ferrarez.
No campo tecnológico, o setor deve avançar com a digitalização e a conectividade tornando-se padrão, com foco em gestão de frota, condução econômica e manutenção preditiva. Já a eficiência operacional tende a ocupar posição central na decisão de compra, superando a relevância do preço inicial de aquisição.
A Mercedes-Benz afirma já estar posicionada nesse cenário, com soluções digitais embarcadas, experiência concreta com caminhões elétricos eActros em testes operacionais no Brasil e forte atuação em serviços, conectividade e pós-venda — elementos que devem funcionar como diferenciais competitivos ao longo do próximo ano.
“A Mercedes-Benz já está posicionada nesse cenário, com soluções digitais embarcadas, experiência concreta com caminhões elétricos eActros em testes operacionais no Brasil e forte atuação em serviços, conectividade e pós-venda, que serão diferenciais competitivos em 2026.”
Foto: divulgação
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