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Frete sobe 6,93% em abril e acumula alta de 16,8% em 12 meses

Por Equipe RC em 15/05/2026 às 08:37
Frete sobe 6,93% em abril e acumula alta de 16,8% em 12 meses

O frete rodoviário para transporte de cargas no Brasil registrou alta de 6,93% em abril, na comparação com março, e alcançou R$ 0,431 por tonelada/km rodado. O dado é do Índice Frete.com de Preços (IFP).

Na comparação anual, o indicador acumula avanço de 16,8% frente a abril de 2025, quando estava em R$ 0,369 por tonelada/km rodado.

Segundo a Frete.com, plataforma online de transporte rodoviário de cargas com 25 mil empresas e 900 mil motoristas cadastrados no Brasil, o avanço ocorre em um cenário de forte movimentação logística ligada ao escoamento da safra agrícola, além dos impactos do cenário geopolítico e do aumento nos preços dos combustíveis.

Sudeste lidera preços

O Sudeste manteve o maior patamar regional de frete em abril, chegando a R$ 0,472 por tonelada/km rodado. Na sequência aparecem Sul, com R$ 0,417; Nordeste, com R$ 0,368; Centro-Oeste, com R$ 0,322; e Norte, com R$ 0,310.

Na análise histórica do indicador, o mercado de transporte rodoviário segue operando em patamar superior ao observado no ano passado. O índice saiu de R$ 0,369 em abril de 2025 para R$ 0,431 em abril deste ano, refletindo a valorização do frete ao longo dos últimos 12 meses.

Baú tem maior valor

Entre os tipos de carroceria monitorados pela Frete.com, os caminhões baú registraram o maior patamar médio de frete em abril, alcançando R$ 0,677 por tonelada/km rodado.

Os graneleiros e caçambas, fortemente impactados pelo escoamento da safra, também seguiram operando em níveis elevados. Entre janeiro e abril de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior, os graneleiros tiveram alta de 12,5%, enquanto as caçambas avançaram 16,3%.

De acordo com Charles Monteux, CRO da Frete.com, “a movimentação da safra agrícola continua exercendo pressão importante sobre a logística nacional, especialmente em rotas de longa distância e corredores estratégicos de exportação, além dos impactos do cenário geopolítico.”

Foto: divulgação

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