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Frete mínimo e CIOT entram em nova fase de discussão no Congresso

Por Equipe RC em 01/07/2026 às 08:42
Frete mínimo e CIOT entram em nova fase de discussão no Congresso

Texto aprovado pela Câmara segue para análise do Senado e trata do CIOT, do cadastramento das operações e de medidas para reforçar o cumprimento do piso mínimo

A discussão sobre o frete mínimo voltou a ganhar força no transporte rodoviário de cargas com a tramitação da Medida Provisória 1.343/2026. O texto aprovado pela Câmara dos Deputados foi encaminhado ao Senado e ainda precisa ser analisado antes da conclusão do prazo de vigência da medida.

A proposta tem como eixo central o reforço das regras de controle e fiscalização das operações de transporte. Entre os principais pontos estão o cadastramento da operação, a geração do Código Identificador da Operação de Transporte, o CIOT, e medidas administrativas voltadas ao cumprimento da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

Na prática, o tema interessa diretamente a caminhoneiros autônomos, transportadoras, embarcadores e empresas que contratam frete. A intenção da medida é ampliar a rastreabilidade das operações e dificultar a contratação de transporte por valores abaixo do piso mínimo previsto para a atividade.

Para quem vive da estrada, a pauta tem impacto direto na remuneração da viagem. O frete mínimo é visto por muitos profissionais como uma proteção contra contratações que não cobrem os custos básicos da operação, especialmente em um cenário de diesel caro, pedágios reajustados, manutenção elevada, pneus, alimentação, estadia e tempo parado.

Do lado de setores produtivos, a preocupação está no efeito das regras sobre o custo logístico. Indústria, agro, comércio e embarcadores acompanham o tema porque mudanças na contratação do frete podem influenciar o preço final da movimentação de cargas, a flexibilidade das negociações e a competitividade das cadeias de abastecimento.

O debate, portanto, não se resume a uma disputa entre quem transporta e quem embarca. Ele envolve a tentativa de equilibrar remuneração mínima, fiscalização eficiente, segurança jurídica e viabilidade econômica para todos os lados da cadeia logística.

Além dos pontos ligados ao piso mínimo e ao CIOT, o texto aprovado pela Câmara recebeu outras alterações durante a tramitação. Por isso, a análise no Senado também deve envolver negociações sobre o alcance final da medida e sobre eventuais ajustes antes da votação.

Para o caminhoneiro autônomo, o acompanhamento é importante porque a MP pode influenciar a forma como as operações serão registradas, fiscalizadas e remuneradas nos próximos meses. Também pode alterar a relação entre motoristas, transportadoras, empresas contratantes e intermediadores de carga.

Enquanto a tramitação não é concluída, a recomendação é manter atenção aos canais oficiais, às entidades representativas e às próximas etapas no Congresso. No transporte rodoviário, mudanças nas regras do frete não ficam apenas no papel: elas aparecem na negociação da carga, na emissão dos documentos e no resultado final da viagem.

No centro da discussão está uma pergunta que segue aberta para o setor: como garantir que o transporte seja remunerado de forma justa sem comprometer a eficiência e a competitividade da logística brasileira?

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