Fortes nas safras

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Eles são robustos, eficientes e garantem o sucesso do agronegócio brasileiro.

Dirigindo diferentes marcas e modelos de caminhões, os motoristas profissionais cortam todo o Brasil, transportando diferentes produtos: soja, milho, algodão, açúcar, entre outros.

“Tenho muito orgulho de poder levar boa parte da riqueza desse Brasil gigante na carroceria do meu caminhão”, diz Mário Alberto da Silva, 44 anos e 21 de estrada. Assim como o motorista Mário, os demais caminhoneiros sentem-se motivados quando a safra agrícola dá bons resultados. É sinal, de bastante trabalho.

Para atender essa exigente demanda, as montadoras lançam veículos modernos com intuito de facilitar a vida dos caminhoneiros e trazer rentabilidade à operação.

Um bom exemplo é a Scania. Segundo Ricardo Vitorasso, diretor de Vendas de Caminhões da Scania no Brasil, a empresa possui uma linha completa de produtos e serviços para atender da melhor forma o cliente no transporte da safra, seja ela de soja, algodão ou cana-de-açúcar. Para o transporte de soja e de algodão, os caminhões ideais são R 440, R 450, R 480 e R 510, todos de tração 6×4, e R 450 e R 480 de tração 8×2. A versão com 450cv atinge a potência máxima a 1.900rpm, com torque de 2.350Nm disponível entre 1.000 a 1.300rpm. Na configuração com 510cv, o pico de potência é a 1.900rpm, e o torque máximo de 2.550Nm está entre 1.000 a 1.300rpm.

Os modelos mais tradicionais, que atendem a exigência da tração 6×4 (exigida por lei desde 2011) oferecem o sistema de freio hidráulico auxiliar Scania Retarder, em que o cliente ganha mais velocidade média, com mais segurança. Outra grande vantagem são as cabines da linha R para o transporte da safra, Streamline e Highline, que são confortáveis e seguras.

As especificações para o transporte de grãos precisam equilibrar resistência, carga útil e desempenho. Isso significa que o peso do chassi deve ser o menor possível para maximizar a carga útil, levando em conta a resistência necessária para as condições de qualquer estrada irregular. Potência do motor e engrenagem devem ser especificados de acordo com a tarefa de transporte para garantir um bom desempenho e, ao mesmo tempo, manter o consumo de combustível o mais baixo possível.

Já para o transporte de cana, o indicado é um mix entre rodoviários e Off-Road. Os rodoviários R 440, R 450, R 480 e R 510 6×4 podem ser utilizados no escoamento do produto acabado (açúcar e etanol). “Para levar a produção do campo para a estrada, indicamos os modelos G 440 e G 480, também vendidos com tração 6×4”, comenta Vitorasso.

O caminhão pesado G 440, com configuração de rodas 6×4 e versões plataforma ou cavalo mecânico, oferece a alternativa mais eficaz entre os concorrentes para as usinas de cana que utilizam veículos nesses modelos. Tradicionalmente, nesse tipo de operação o caminhão-plataforma é acoplado a duas carretas (“julietas”), formando a composição conhecida como treminhão, que leva dois conjuntos e soma sete eixos. Por outro lado, a versão cavalo mecânico é ideal para a aplicação como rodotrem. Os rodoviários saem de fábrica com a caixa automatizada de maior destaque no mercado, o Scania Opticruise (de quarta geração), e oferecem CMT de 78 toneladas.

Segundo Ricardo Vitorasso, os números das três colheitas serão fantásticos. O maior destaque será a safra 2017/2018 de algodão, que será maior do que o período anterior. O crescimento deverá ser de 20,7% e a produção deve chegar a dois milhões de toneladas de pluma. O incremento de 337 mil toneladas acompanha a expansão da área plantada, 25,6% superior ao ciclo 2016/2017, alcançando 1,174 milhão de hectares. As projeções são da Câmara Setorial do Algodão e Derivados.

Já segundo o IBGE, a produção de soja será 0,4% menor este ano do que a obtida em 2017, com 114,5 milhões de toneladas. Sobre a cana-de-açúcar, no fechamento da safra até 1º de abril, o processamento foi de 596,313 milhões de toneladas, queda de 1,78% sobre igual período da safra 2016/2017, quando foram processadas 607,137 milhões de toneladas, segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

“O Brasil é um dos protagonistas mundiais quando o assunto é potencial do agronegócio. Não podemos perder esta característica. Esperamos que os investimentos do governo federal deixem os produtores preparados para as demandas”, diz Ricardo Vitorasso.

A MAN Latin America também dedica toda a sua atenção aos caminhões que transportam os produtos gerados pelo agronegócio. Ricardo Yada, supervisor de Marketing do Produto da MAN Latin America, lembra que toda nossa linha de veículos, principalmente pesados e extrapesados, é feita sob medida para atender às demandas do campo. Seguem alguns dos principais atributos desses caminhões, como exemplo: VW Constellation 25.420 é ideal para o transporte de grãos para pequenas propriedades por médias distâncias, utilizando semirreboque de 3 eixos com PBTC de até 53 toneladas.

A cabine Constellation leito com teto alto de série que garante grande espaço interno e conforto a operação. A coluna de direção ajustável garante a melhor posição, independente da estatura do motorista, assim como as facilidades trazidas pelos comandos elétricos dos vidros e dos espelhos externos. A suspensão em 4 pontos por molas reduz proporciona conforto a operação.

O motor Cummins de 420cv com sistema de injeção Common-rail e baixo custo de manutenção. Freio motor auxiliar colabora para minimizar a necessidade de utilização dos freios de serviço, aumentando a segurança na operação e maior durabilidade das lonas de freio. “A transmissão automatizada de 16 marchas tem o melhor escalonamento das marchas garante maiores condições de encontrar a marcha ideal para as diversas condições de topografia, melhorando o desempenho e o consumo de combustível”, explica Ricardo Yada.

O executivo continua: “as trocas de marchas são realizadas automaticamente, sempre no momento certo, eliminando risco de erros de operação. Reduz o desgaste da embreagem e permite ao motorista mantenha maior concentração no tráfego, aumentando a segurança na operação. Além da considerável redução no consumo de combustível”.

Outro ponto forte é o bloqueio do diferencial (transversal). Ele ajuda a tração das rodas em situações de baixa aderência, igualando a distribuição de tração entre as rodas e facilitando a saída da carreta em velocidades inferiores a 40 km/h. Possui sistema de desligamento automático a partir dos 40 km/h para evitar danos ao diferencial.

Ricardo Yada explica ainda que “o sistema ABS atuando juntamente com o EBD otimiza ainda mais a frenagem, equilibrando a força de frenagem entre os eixos dianteiro e traseiro de acordo com a distribuição de carga do veículo, aumentando a segurança na operação”.

Outro produto destaque da empresa é o MAN TGX 29.480 para o transporte de grãos para grande demanda por longas distâncias, utilizando combinações veiculares de carga (bitrenzão, rodotrem ou tritrem) com PBTC de 74 toneladas. A cabine XLX (leito teto alto) oferece uma qualidade de vida a bordo, além das grandes dimensões internas e o nível de acabamento, o painel reto ergonômico, a alavanca de troca de marchas posicionadas na coluna de direção e a pequena altura do túnel do motor (12 cm), garantem uma boa solução para a movimentação interna do mercado, proporcionando conforto ao condutor que colabora para a sua maior produtividade.

O modelo é equipado com motor MAN de 480cv com elevado torque numa ampla faixa de rotação, garante a manutenção da velocidade de cruzeiro por mais tempo e a menor quantidade de trocas de marchas, colaborando fortemente para a redução do consumo de combustível.

Seu freio adicional do motor (EVBec) é bastante eficiente, além de poupar o sistema de freio convencional permite manter o veículo em boa velocidade nos trecho de aclives, com segurança.

Mais modelos

A Iveco conta com os seguintes modelos em seu portfólio de veículos pesados para este segmento: Iveco Hi-Way 6×4 com 480cv e o Iveco Hi-Way 6×4 com 560cv. Ambos são indicados para a aplicação com nove eixos, que é o implemento mais utilizado no segmento agrícola. A cabine do Hi-Way é uma das mais confortáveis do mercado, com 2,5m de largura, oferecendo ao motorista o máximo de conforto interno. Os motores, com 480cv e 560cv, são equipados com um freio motor de 460cv Iveco CEB, o que garante ao motorista uma segurança ainda maior ao utilizar implementos de nove eixos. A versão 560cv conta com o motor Cursor 13, da FPT Industrial, equipado com uma turbina VGT, com geometria variável e ampla curva de torque que vai de 1000 a 1550rpm. Os veículos Iveco são equipados com freio ABS com EBL (Electronic Brakeforce Limitation – Balanceamento da Força de Frenagem).

Segundo Ricardo Barion, diretor de Marketing e de Vendas a rede da Iveco na América Latina, o setor agrícola tem um papel fundamental na economia brasileira e foi, sem dúvida, o setor que teve melhor desempenho durante a crise. O desempenho da agricultura em 2017 foi notável, atingindo níveis recordes de safra, com um crescimento de 30%, se comparado a 2016, com destaque para o resultado do milho e soja. Apesar da safra 17/18 não ser tão boa, em produção, quanto a do ano passado, que foi recorde, a rentabilidade do produtor será interessante. A seca na Argentina, que é um dos principais produtores de grãos do mundo, deve favorecer o produtor brasileiro. Por outro lado, o Brasil continua investindo em suinocultura, por exemplo, e em outras commodities para abastecer o mercado chinês.

A Iveco possui uma gama completa de veículos para atender o setor agrícola, desde a família Daily, líder de mercado e consagrada para a distribuição urbana, passando pela família Tector, que agora conta com o Auto-Shift, com o câmbio automatizado, e o premiado motor NEF6, e por fim a família Hi-Way, modelo extrapesado que conta com o melhor trem de força já criado pela montadora para o segmento, mais econômico e rentável para os clientes da marca e com versões de motorização que vão desde 440 até 560cv.

A Mercedes-Benz oferece várias opções de caminhões extrapesados Actros e Axor para as aplicações do agronegócio. No portfólio da marca, o cliente encontra opções para uso com semirreboques de 3 eixos (48,5 ou 53 toneladas de PBTC) e para multicomposições como bitrem, treminhão ou rodotrem, de 7 ou 9 eixos (até 74 toneladas de PBTC), além de modelos fora de estrada com até 123 toneladas de CMT.

Ari de Carvalho, diretor de Vendas e Marketing Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil, explica que em toda a cadeia do agronegócio, assim como nas mais diversas áreas da atividade econômica, os caminhões Axor e Actros são reconhecidos pela força, robustez, resistência, reduzido custo operacional, disponibilidade para o trabalho e elevado nível de conforto para o motorista.

De acordo com Ari de Carvalho, os caminhões Axor e Actros foram desenvolvidos para enfrentar as características das estradas brasileiras e atender o atual perfil do transporte. “Eles asseguram excelente desempenho nos diversos tipos de estrada, tanto asfaltadas, quanto de terra ou outro pavimento, situações típicas das atividades do agronegócio”.

Off-road

Por outro lado, a DAF também está atenta nesse segmento. Para o transporte de cana-de-açúcar disponibiliza as versões Off-Road do XF105 e do CF85 que foi lançada na última Fenatran. Ambos possuem CMT de 125 toneladas e são direcionados para essa operação. O CF85 Off-Road tem motor de 460cv e capacidade de até 74 toneladas, já o XF105 Off-Road tem 520cv e transporta até 91 toneladas no super rodotrem.

Em ambos os modelos estão equipados com a transmissão ZF ASTronic, automatizada de 16 marchas, preparada e calibrada para alta demanda de carga. A embreagem é Sachs com revestimento Heavy Duty, também indicada para operações severas.

Segundo Luiz Gambim, diretor Comercial da DAF, outro diferencial é o seletor Dual Driving, com modo de direção on road e Off-Road, proporcionando melhor desempenho e respostas mais precisas na condução em diferentes condições de terreno. O eixo trativo Meritor, recebe redução nos cubos, com relações de 4,55:1 ou 5,41:1.

A nova função Hill Start Aid, um auxílio de partida em rampa, também agrega mais segurança e conforto operacional.

Estes veículos ainda contam com redutor de nuvens de poeira para proteção do motor. A quinta roda de 3,5’’ também é adequada às aplicações, com rampa auxiliar para acoplamento e desacoplamento do implemento.

As cabines dos modelos Off-Road também oferecem um conforto já reconhecido da marca DAF. A linha CF85 tem três opções: a Day cab; a Sleeper Cab, com opção de cama; e a Space Cab, a maior e mais confortável cabine do segmento Off-Road. A Space Cab vem equipada com Skylight, conjunto óptico instalado na parte superior, proporcionando maior visibilidade durante a noite.

“Na linha XF105 temos duas opções de cabine, a Comfort e a Space cab, ambas com cama e agregando todos os opcionais e diferenciais da linha CF”, explica Gambim.

No interior, as cabines se destacam pela ergonomia e conforto, diminuindo o cansaço do motorista e aumentando a segurança. Os bancos vêm revestidos com capa de vinil, aumentando a durabilidade do estofamento e facilitando a limpeza.

Já para as operações de soja e algodão, destaca-se o modelo XF105 FTT 510cv. O veículo tem capacidade para até 74 toneladas e, para esse tipo de operação, recomenda a cabine Space (intermediária) pela sua flexibilidade de acesso à locais com maiores restrições de altura.

A Volvo também é tradicional nos segmentos pesados e semipesados. Seus caminhões estão diretamente ligados ao agronegócio brasileiro. Os veículos estão presentes em toda a cadeia de negócios, desde o plantio até o transporte e a distribuição. “Nossos caminhões têm uma grande contribuição no agronegócio por sua alta produtividade, resistência e baixo consumo de combustível, atributos que garantem maior rentabilidade aos empresários do setor”, afirma Bernardo Fedalto, diretor de Caminhões Volvo.

“O agronegócio brasileiro é um dos mais competitivos do mundo e um dos principais motores da economia nacional. Este setor precisa de caminhões que proporcionem alta performance e tenha grande robustez”, complementa Alcides Cavalcanti, gerente de Caminhões Volvo.

Os caminhões da marca são conhecidos no mercado também pela sua segurança e grande disponibilidade. Os modelos da linha F são ideais para composições bitrem, rodotrem e carretas de três eixos, sejam normais ou espaçadas (Vanderléia). “Não é à toa que o FH, por exemplo, é o caminhão pesado mais vendido do País. Ele é ideal para o transporte de grãos”, diz Álvaro Menoncin, gerente de Engenharia de Vendas da Volvo do Brasil. Ele lembra que, com maior potência e torque, o FH aumenta a produtividade do transporte, já que consegue manter uma velocidade média mais alta.

Outra vantagem dos caminhões da linha F é que eles vêm equipados com a caixa de câmbio eletrônica I-Shift, que oferece redução no consumo de combustível em até 5%, além de proporcionar mais conforto e segurança ao motorista. “O aumento do uso de tecnologia no campo tem feito a produção nacional bater recordes. Nossos caminhões acompanham essa evolução. Eles são equipados com o que há de mais moderno e inovador, tornando-os ideais para o transporte de cargas no agronegócio”, explica Fedalto.

Já os extrapesados FMX oferecem várias possibilidades de entre-eixos e adaptam-se muito bem no transporte de cana-de-açúcar e outras operações severas e fora de estrada. “O modelo é adequado para operações de 24 horas e é altamente reconhecido pela disponibilidade e produtividade, já que consegue transportar uma maior quantidade de cana em uma mesma viagem com maior rapidez”, explica Menoncin. “Os modelos de 500cv e 540cv transportam cargas pesadas em terrenos difíceis com tranquilidade e agilidade”.

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