Produção também cresce sobre um ano antes e exportações recuam 22,9%; entidade das fabricantes piora a previsão de emplacamentos, produção e exportações de caminhões e ônibus no ano
O mercado de caminhões teve em setembro um resultado melhor que o de um ano antes, mas o balanço de 2026 continua no vermelho. Os emplacamentos de caminhões somaram 10,2 mil unidades no mês, alta de 4,4% sobre setembro de 2025, segundo dados da Anfavea, a associação que reúne as fabricantes de veículos. De janeiro a setembro, o total é de 80,9 mil unidades, 3,8% menos que no mesmo período do ano passado.
Emplacamentos de caminhões sobem em setembro, mas ano segue abaixo de 2025
Em relação a agosto, quando foram 10,0 mil caminhões emplacados, o avanço foi de 2,2%. Um ano antes, em setembro de 2025, o número havia sido de 9,8 mil.
No acumulado, a diferença para 2025 é de cerca de 3 mil caminhões: 80,9 mil neste ano, contra 84,0 mil de janeiro a setembro do ano passado.
Anfavea reduz projeções para caminhões e ônibus em 2026
Junto com os números do mês, a entidade apresentou em outubro uma nova revisão das estimativas para os veículos pesados, grupo formado por caminhões e ônibus. Os três indicadores acompanhados foram rebaixados em relação à projeção anterior:
Os cortes mais fortes ficaram com as exportações e a produção. Pesam nesse quadro, entre outros fatores, os juros ainda em nível alto e uma inflação que segue acima da meta.
Produção de caminhões cresce sobre setembro de 2025, mas acumulado cai 6,4%
As fabricantes produziram 11,6 mil caminhões em setembro. O volume é 1,3% menor que o de agosto, quando saíram 11,8 mil unidades, e 15,0% maior que o de setembro de 2025, que foi de 10,1 mil.
No ano, a produção soma 92,3 mil caminhões de janeiro a setembro, contra 98,6 mil no mesmo período de 2025, uma retração de 6,4%.
Exportações de caminhões caem 21,3% no ano
É o indicador mais fraco entre os três. Os embarques de setembro somaram 2,1 mil caminhões, 6,3% menos que os 2,2 mil de agosto e 22,9% abaixo dos 2,7 mil de setembro de 2025.
De janeiro a setembro, os embarques somam 17,0 mil unidades, contra 21,6 mil no mesmo intervalo do ano passado.
O que os números indicam
Setembro trouxe emplacamentos e produção acima dos de um ano antes, mas o acumulado de 2026 segue abaixo de 2025 nos três indicadores. Com a revisão, a Anfavea passa a prever um ano mais difícil para caminhões e ônibus do que estimava antes, principalmente nas exportações e na produção. Os próximos balanços da entidade vão mostrar se setembro foi o início de uma recuperação ou apenas um mês isolado de alta.
Foto: divulgação
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