A duplicação de rodovias federais beneficia os caminhoneiros?

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Um rapaz fazendo a descalga de um caminhão.

Todos os anos ocorrem centenas de acidentes nas estradas brasileiras. Além disso, ficar no trânsito para entregar um frete em véspera de feriado é quase um sofrimento para qualquer caminhoneiro. Agora, imagine como a duplicação de rodovias pode resolver algumas dessas situações.

Todos os caminhoneiros que têm as viagens como rotina sabem que as estradas brasileiras realmente possuem diversos pontos negativos, como uma geometria incorreta, a falta de pavimentação ou sinalizações reprováveis. Outro problema enfrentado são os roubos, que parecem cada vez mais frequentes e fazem os condutores tomarem o máximo de cuidado durante as viagens.

Como tentativa para resolver essas questões, existem algumas propostas de lei e ideias em Brasília que pretendem ajudar os motoristas de caminhões durante o seu dia a dia.

Situação atual das rodovias brasileiras

Muitas das rodovias brasileiras foram projetadas há muito tempo e com o intuito de suportar um número muito inferior de veículos do que a realidade atual. Prova disso é que, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o trânsito brasileiro é o quinto mais perigoso do mundo, com aproximadamente 23 mortes por dia.

Além disso, um levantamento realizado pelo Centro de Pesquisas e Economia do Seguro, da Escola Nacional de Seguros, revelou que os acidentes nas rodovias brasileiras causam um impacto econômico de, em média, 192 bilhões de reais.

Outro exemplo que prova a ineficácia das estradas brasileiras é o tráfego durante as vésperas de feriados, principalmente nas rotas de grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro. Para se ter ideia, somente no feriado do fim de ano em 2018, foram 3 milhões de pessoas saindo somente da capital paulista.

Como melhorar a situação das rodovias brasileiras

Diversas práticas são adotadas atualmente para potencializar a qualidade das vias brasileiras. Além de concessões, que obrigam empresas privadas a realizar a manutenção das estradas, existem diversas obras de rodovias em andamento realizadas pelo próprio governo.

Uma alternativa muito viável para evitar congestionamentos e proporcionar fretes mais rápidos é a criação de mais vias e estradas, para desafogar as que já existem e com opções de deslocamentos mais variados. Como efeito de comparação, a malha rodoviária brasileira possui uma extensão 20 vezes menor do que a dos Estados Unidos.

Dessa forma, uma boa alternativa inicial para resolver problemas de trânsito e ultrapassagens seguras pode ser a ampliação da largura de estradas brasileiras. E, diferente do que muitos pensam, essa realidade está mais próxima do que parece.

Projeto de Lei sobre as rodovias duplicadas no Brasil

Por meio do Projeto de Lei número 10683/18, o Estado deverá construir apenas rodovias federais duplicadas, ou seja, com quatro ou mais faixas e com os sentidos separados por um canteiro central.

Além disso, a proposta pretende fazer com que empresas privadas (no caso de concessões) e também a União, realizem a alteração para esse modelo de todas as estradas federais do país já existentes.

A ideia é do ex-deputado Nivaldo Albuquerque, que alega a importância dessa mudança, “sobretudo, diante dos alarmantes índices de assaltos e mortes nas estradas”, relata.

Segundo o site da Câmara dos Deputados, a proposta está em caráter conclusivo de tramitação. Ela também deve ser analisada pelas comissões de Finanças e Tributação, Constituição e Justiça, Viação e Transportes e Cidadania.

Vantagens da medida para os caminhoneiros

As vantagens após a implementação desse projeto podem ser muitas. Desde a economia no consumo do combustível devido ao trânsito excessivo até a redução em acidentes ocasionados por ultrapassagens perigosas.

Outra mudança é uma menor manutenção do caminhão, já que sem trânsito é possível rodar melhor o motor do veículo e o câmbio e os pedais são menos utilizados.

E você, o que acha da duplicação das rodovias brasileiras? Quer saber um pouco mais sobre alguma lei ou tem alguma dúvida? Comente em nossas redes sociais!

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