Genivaldo Luiz da Silva, motorista da Braspress desde 2004.

 

 Ser motorista profissional é muito mais do que dirigir um caminhão. Ser caminhoneiro é ser responsável por transportar as riquezas desse País e levar o progresso para todas as regiões.

“Tenho muito orgulho de ser caminhoneiro”. Essa foi a frase unânime falada pelos profissionais do volante Anderson Marinho de Barros, Djacy dos Santos Feitosa, Márcio Roberto Baqueti e Alfredo Nogueira Rocha.

Anderson Marinho Barros, de Cosmópolis, SP, está na estrada desde 2009. Com 34 anos de idade e pai de três filhos, já viu de tudo nas rodovias brasileiras. “Quando acontece um acidente, sempre acham que o caminhoneiro é o culpado. Muitos motoristas de automóveis dirigem embriagados e não respeitam as leis de trânsito. Em todas as profissões existem os maus e os bons profissionais”, diz Barros.

Quando Anderson Barros sai para trabalhar, logo surge a frase em sua mente: estou indo viajar, mas logo volto para vocês, fala referindo-se carinhosamente à sua família.

Dedicado ao transporte seguro, eficiente e confiável, o caminhoneiro transporta combustível com toda cautela que requer esse tipo de produto. “Levar mercadorias exige responsabilidade, sobretudo, quando se trata de carga perigosa. Mas o Brasil precisa investir mais na manutenção e conservação das suas rodovias e estradas, principalmente, naquelas que registram as maiores ocorrências de acidentes, prejuízos operacionais e logísticos”, diz Barros.

Outro caminhoneiro que estampa em seu rosto o orgulho pela profissão é Djacy dos Santos Feitosa, 51 anos de idade e na estrada desde 1989. Ele vem duas vezes por semana, de Maceió, AL, a São Paulo, transportando no MB 1620 cocos frescos e no retorno carrega cargas mistas. “Amo meu trabalho e fico muito triste quando assisto uma reportagem que só fala mal do caminhoneiro. Acho que os repórteres deveriam conhecer um pouco mais sobre o nosso universo.”

Djacy Feitosa alega que a categoria precisa ser mais valorizada. “Nossa vida não é nada fácil. Ser um caminhoneiro significa passar por dificuldades, viver longe da família, viajar pelo País, correr o risco de ser assaltado e trabalhar com fretes baixos e pedágios e diesel altos”, diz Feitosa reivindicando mais união entre os profissionais do volante.

Com esse mesmo pensamento, Márcio Roberto Baqueti, de Londrina, PR, com 45 anos de idade e cinco de estrada, reclamou que a sociedade ainda reconhece pouco sua profissão. “Precisamos ser mais valorizados. Dirijo um MB Atego e transporto elevador com a máxima responsabilidade. Creio que a maioria dos caminhoneiros é comprometida com a direção preventiva e zela pela segurança nas estradas”, comenta Márcio Baqueti.

Segundo ele, essa atividade é um dom. “A gente não escolhe, a gente é escolhido. Depois que entra nessa profissão, é difícil de sair, porque não dá para ficar parado muito tempo no mesmo lugar”. Ele não ignora as dificuldades, mas reconhece que estas também proporcionam aprendizado para a vida toda.

De Itajaí, SC, Alfredo Nogueira Rocha, 48 anos de idade e 20 de estrada, também revela porque a vida no asfalto também conquista o seu coração. “Os caminhoneiros são profissionais de fundamental importância para o desenvolvimento econômico do Brasil, pois movimentam produtos essenciais para o abastecimento da sociedade”.

Segundo Alfredo Rocha, que dirige um Volvo FH 440, transportando cargas diversas, nada chega à nossa casa se não tiver a mão dos caminhoneiros, que fazem o transporte das mercadorias. “Por isso, não podemos fechar os olhos e achar que outras profissões são melhores. Os caminhoneiros têm sua função e é de grande importância para a economia brasileira”, afirma Rocha.

O mito de achar que caminhoneiro não é bem informado tem que acabar, diz Rocha. “Além de reconhecer mais os caminhoneiros, os governantes brasileiros precisam investir em toda a infraestrutura de transportes. Essa falta de investimentos é um dos itens que fazem que o custo logístico aumente no País”.

 

O motorista mede a pressão e a glicemia.

 

Tratamento

Existem empresas que se preocupam em conhecer bem a vida do caminhoneiro. Entre elas, a Pamcary, reconhecida como referência no mercado brasileiro em soluções integradas de seguros e gestão de riscos no transporte de cargas.

Com 37 pontos de atendimento estrategicamente posicionados em todo território brasileiro, a empresa conta com uma estrutura tecnológica de ponta e uma equipe altamente qualificada e comprometida com um atendimento eficiente e personalizado.

Segundo Luis Felipe S. Dick, diretor de Negócios e Produto da Pamcary, para atender bem os caminhoneiros, realiza vários treinamentos, como capacitação Técnica Operacional (procedimentos internos/sistêmicos/acessos ao painel virtual de consulta a procedimentos); Excelência no Atendimento (noções sobre técnicas de atendimento ao cliente, considerações sobre o padrão de qualidade esperado pela Pamcary e vivência na central de atendimento) e Treinamento em campo “A União de Experiências é o que nos Move”.

Por mês, uma média de 23 mil contatos buscam orientações na Pamcary. “Ela sempre se preocupou com os caminhoneiros e as questões sociais e econômicas que os envolvem”, diz Dick. Para beneficiar o motorista e facilitar sua inclusão socioeconômica, a Pamcary possui uma Central de Atendimento ao Caminhoneiro, que conta com uma equipe de profissionais capacitados para orientar os caminhoneiros quanto ao perfil adequado ao seguro do transporte rodoviário de cargas.

Buscando facilitar a prestação de serviços aos motoristas que passam a maior parte do seu tempo nas estradas, a equipe do Telerisco vai periodicamente aos principais postos de combustível e terminais de cargas do País, para atendê-los pessoalmente nos casos de solicitação de registro, atualização de dados, realização de consultas, solicitação de cartões e esclarecimento de dúvidas.

Além disso, a Pamcary também possui seis salas permanentes para atendimento aos caminhoneiros, localizadas em São Paulo, Bahia, Santa Catarina, Mato Grosso e Minas Gerais.

Outra empresa que valoriza os caminhoneiros é a Braspress, no mercado há 38 anos. Ela atua no transportes de vestuário, eletrônicos, produtos de higiene e beleza, fármacos, autopeças, calçados e informática. Atualmente, possui uma frota de 1.850 veículos, com idade média de 3,5 anos. Na empresa trabalham 857 motoristas, sendo 129 motoristas mulheres.

Para a Braspress, as mulheres são mais delicadas e zelam pelo bem do caminhão. São bem cuidadosas nas estradas e servem de exemplo para os homens.

A empresa possui o Centro de Atendimento ao Motorista Braspress (CAMB), onde antes de cada viagem, o motorista mede a pressão, glicemia e faz o teste do bafômetro e exames toxicológicos. Tudo para proteger o motorista. Além disso, a Braspress proporciona aos profissionais do volante, reciclagens e treinamentos, incluindo o simulador de direção.

Urubatan Helou, diretor-presidente da Braspress, vê o motorista como a alma da empresa. “Eles são os principais profissionais da companhia, sem eles seria impossível a existência e crescimento da organização”, confessa Helou.

Percebendo que a mídia generalizada faz matérias negativas sobre caminhoneiros nas estradas, a Braspress realizou um vídeo de Gestão dos Motoristas, mostrando que o profissional que atua em nome da organização é preparado para estar nas estradas desde quando sai para a viagem até chegar a seu destino.

Com as reciclagens e os treinamentos que os motoristas recebem na Braspress, eles estão totalmente preparados para os incidentes que podem ocorrer durante as viagens. Com o simulador de direção e a telemetria, os profissionais recebem treinamento como se estivessem nas estradas e são colocados diante de problemas que podem acontecer no dia a dia deles, tornando-os mais cuidadosos.

Recentemente, os profissionais do volante passaram pelo treinamento Motorista Eficiente, que funcionou como uma reciclagem e aprimoramento das habilidades dos motoristas.

Segundo Urubatan Helou, as empresas que ainda não têm esse tipo de atenção precisam ter o quanto antes, pois traz mais qualidade de vida ao motorista e melhorias nos serviços oferecidos pela empresa.

Mas existem outros fatores que influenciam na direção do motorista, como as más condições das estradas. “Por exemplo, há muitos trechos sem iluminação e que são bem perigosos, sem falar em rodovias esburacadas e com falta de sinalização”, diz Genivaldo Luiz da Silva, motorista da Braspress desde 2004.

Ele tem uma opinião formada sobre a empresa. “Essa preocupação que a Braspress tem conosco é muito legal. Nos dá segurança para fazer as viagens e o nosso trabalho. Faz com que fiquemos mais motivados, sabendo que tem toda essa preocupação conosco. O Centro de Atendimento ao Motorista Braspress é muito bem cuidado e melhora a cada dia a nossa atividade e nosso desempenho”.

Genivaldo Luiz da Silva lembra que durante a viagem, o kit lanche ajuda para não ficar com fome até chegar ao destino.

“O alojamento é maravilhoso, tem um espaço bem aconchegante, possibilitando descansarmos com qualidade. Gosto muito de trabalhar aqui, se um dia me mandarem embora eu não vou”, finaliza brincando Silva.

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