A engenharia da Scania fez um estudo completo de projeto para adequar os caminhões à demanda da Esquadra. Graças a filosofia da Scania de trabalhar com a produção em sistema modular global é possível encontrar a melhor solução, ou seja, buscar sempre algo diferente para aumentar a rentabilidade e a disponibilidade da frota do cliente. Para a Esquadra foi disponibilizado um grande leque de configurações e opcionais para entregar o produto ideal e customizado.
A necessidade da Esquadra exigia um caminhão com quatro eixos, sendo dois direcionais para viabilizar uma carroçaria de aproximadamente 8,10 m de comprimento, suficiente para acomodar 14 paletes em três compartimentos distintos. Os eixos deveriam ter capacidade suficiente para suportar uma carga líquida total de 12.000 kg, de itens de alto valor agregado, para atender a lei da balança (ter um peso bruto total legal de 29.000 kg). “Um caminhão nesse tipo de trabalho não pode quebrar. Para rodar com o peso dessa cabine blindada são necessários chassis de maior robustez, uma característica consagrada da Scania. A marca impressionou o cliente com as capacidades dos eixos dianteiros e traseiros”, salienta Mendonça.
A cabine original foi retirada para a instalação de outra já blindada, que preservou ao máximo as características Scania. A nova cabine recebeu aberturas no assoalho, para proporcionar a manutenção do trem de força, e também recebeu um degrau de acesso traseiro. O que também chamou a atenção da empresa foi a suspensão a ar traseira de série (única do segmento), que facilita o carregamento e o descarregamento, pois oferece quatro módulos de altura para ajuste a diversos tipos de embarque.
Desde quando iniciou suas operações em transporte de valores, a Esquadra realizou operações na região Sudeste com sinistralidade zero, o que corresponde a mais de R$ 300 milhões em cargas de alto valor transportadas no período, sem nenhuma ocorrência de sinistro. No segmento de transporte de valores, a Esquadra obteve um crescimento de 30% no número de clientes desde quando iniciou suas operações.
Dados da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística indicam que o Brasil chega a perder por ano cerca de R$ 1 bilhão com o roubo de cargas. Somente em 2014, foram registrados 17,5 mil roubos, número 42% maior do que em 2010 (12,3 mil). E segundo a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de Minas Gerais (Fetcemg) a ação de quadrilhas especializadas em roubo de cargas no estado causou, em 2015, prejuízo de R$ 212 milhões.
Baixe grátis o Guia de Segurança nas estradas:
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!