Segundo Miguel Antônio Mendes, Diretor Executivo da ATC – Associação Brasileira dos Transportadores de Cargas do Mato Grosso, “entre os municípios de Guarantã do Norte e os terminais de Mirituba são 700km, dos quais 150 quilômetros sem asfalto; mesmo onde está asfaltado existem pontes de madeira que ameaçam cair”.
A economia também já está sendo fortemente afetada. Estima-se um prejuízo diário de 400 mil dólares, sem contar com outras perdas indiretas e potenciais. Em nota, a Abiove, Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, diz que “caso a BR-163 continue intransitável, os danos serão irrecuperáveis para o Brasil.”
O Exército promete intervir na situaação e liberar o fluxo de carga até o dia três de março. Para José Hélio Fernandes, presidente da NTC, "esta é uma mostra da triste situação das rodovias brasileiras. Já era lamentável antes; agora em estado crítico de crise econômica, é simplesmente inaceitável. É ótimo que o Exército se envolva neste momento de emergência, mas isso é um paliativo.
Quem tem que resolver essa questão de vez são as autoridades federais, sendo mais ágeis, seja com recursos próprios da União, seja através de parcerias público-privadas. O que não dá é para continuarmos assim, causando condições indignas para os profissionais das estradas, seja sangrando ainda mais, desnecessariamente, a economia brasileira, já grave o suficiente para precisar da ajuda de uma infraestrutura caindo aos pedaços."
Fonte: Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística. Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!