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ANTT convoca transportadores para pesquisa sobre custos do frete

Por Equipe RC em 12/08/2026 às 08:32
ANTT convoca transportadores para pesquisa sobre custos do frete

Levantamento vai até 21 de agosto e pode participar quem roda na estrada: autônomos, transportadoras e cooperativas

Diesel que sobe e desce, pneu que gasta mais rápido em certas rotas, manutenção que pesa diferente conforme a idade da frota — quem vive a rotina do transporte sabe que o custo de rodar muda o tempo todo. É justamente essa realidade que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) quer medir com mais precisão. A agência abriu a Pesquisa de Custos do Transporte Rodoviário de Cargas, disponível até 21 de agosto, para atualizar as informações que sustentam o cálculo do piso mínimo de frete.

O piso mínimo é o valor de referência abaixo do qual a lei não permite contratar o frete, criado para impedir que o transportador opere no prejuízo. Esse valor não é fixo: ele é recalculado a partir de uma metodologia que leva em conta o custo real de colocar um caminhão na estrada. É exatamente esse cálculo que a nova pesquisa vai ajudar a atualizar.

Por que a ANTT está pedindo esses dados agora

Combustível, pneus, manutenção, mão de obra, alimentação e pernoite são despesas que mudam de acordo com a região, o tipo de operação e o perfil de quem dirige. Para captar essa variação com mais fidelidade, a ANTT decidiu ir direto à fonte: quem está na estrada todos os dias.

As respostas coletadas vão subsidiar os estudos técnicos usados para aperfeiçoar a metodologia de cálculo da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas — a política que estabelece, por lei, a obrigatoriedade de um valor mínimo para o frete rodoviário no país. A agência garante que os dados informados são protegidos e usados exclusivamente para fins estatísticos e estudos técnicos, sem identificação pública de quem respondeu.

Quem pode participar

A pesquisa está aberta a quatro perfis de transportador:

  • Transportador Autônomo de Cargas (TAC);
  • Transportador Autônomo de Cargas Agregado (TAC Agregado);
  • Empresa de Transporte Rodoviário de Cargas (ETC);
  • Cooperativa de Transporte Rodoviário de Cargas (CTC).

O que o formulário pergunta

O questionário reúne três blocos de informação. O primeiro traça o perfil de quem responde: categoria (TAC, ETC ou CTC), unidade da Federação e tamanho da frota de veículos de tração.

O segundo bloco foca no veículo: tipo e ano de fabricação, número de eixos, tipo de combustível, rendimento médio, valor de mercado, horas trabalhadas, dias de operação, viagens realizadas e quilômetros rodados.

Já o terceiro trata da operação em si — tipo de carga transportada, capacidade de carga do veículo, modalidade de negociação e uma lista detalhada de custos: manutenção, pneus e recapagem, alimentação e estadia, lavagem e seguros.

Como participar

A participação acontece por meio de um formulário online, disponível até 21 de agosto. Basta acessar o link, preencher as informações solicitadas e enviar as respostas — não há custo nem obrigatoriedade de identificação além dos dados operacionais pedidos no próprio formulário.

Link para participar: Pesquisa ANTT – Custos do Transporte de Cargas (2026)

Para o transportador, participar significa ter voz direta na construção de um número que impacta o próprio bolso: quanto mais completa e representativa for a base de dados, mais o piso mínimo tende a refletir o custo real de operação — em vez de uma média distante da estrada.

Foto: Divulgação/Comunicação ANTT

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