Arla 32 não é combustível
publicado em: 04/01/2011
A Associação dos Fabricantes de Equipamentos para Controle de Emissões Veiculares da América do Sul (Afeevas) defende o Arla 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo 32) como opção comprovadamente eficaz na redução da emissão de poluentes nos gases de escape dos veículos a diesel.
A entidade alerta, no entanto, não se tratar de um aditivo para o combustível a base de ureia, mas sim, de um agente químico complexo e de alta pureza que é injetado no tubo de escape, reduzindo a emissão de óxidos de nitrogênio.
Para a Afeevas, tratar o Arla 32 como aditivo milagroso de combustíveis pode dar origem a uma série de possibilidades de falsificação do produto, antes mesmo do uso se tornar obrigatório no Brasil a partir de 2012.
O Arla 32, conhecido como AdBlue na Europa e como DEF nos Estados Unidos, é um reagente usado há vários anos na tecnologia de pós-tratamento dos gases de escapamento dos veículos chamada SCR - Selective Catalytic Reduction (Redução Catalítica Seletiva), para reduzir quimicamente a emissão de óxidos de nitrogênio (NOx) presentes nos gases de escape dos veículos a diesel.
O Arla 32 é uma solução em água desmineralizada com 32,5% de ureia de alta pureza. É transparente, não tóxico e de manuseio seguro. Não é explosivo, nem inflamável, nem danoso ao meio ambiente, sendo classificado como produto de categoria de risco mínimo no transporte de fluídos. Em caso de contato com a pele, basta lavá-la com água.
"O Arla 32 não é um combustível, nem um aditivo de combustível. Seu abastecimento é feito de forma semelhante ao diesel, mas separadamente do combustível, em um tanque específico do veículo", explica Elcio Luiz Farah, diretor Executivo da Afeevas.
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