Revista do Caminhoneiro Experiência
Quarta-feira, 23 Maio 2012

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Experiência

publicado em: 01/07/2011

Estou enviando esse e-mail que mostra uma curiosidade quando estive trabalhando fora do Brasil. ?Essa foto acima exibe uma das cavernas gigantescas existentes nos estados do Missouri e Kansas, nos Estados Unidos. Essas cavernas têm as dimensões de uma cidade de 50.000 habitantes que durante a guerra fria americana, com a Rússia, o governo americano em vez de utilizá-las como pontos de atração turística, as transformou em verdadeiras cidades com avenidas, semáforos e até um próprio sistema de câmeras para controle do tráfego de caminhões.

As razões para isso é que por serem cavernas, elas mantêm uma temperatura de aproximadamente 18 graus centígrados constantes durante o dia e a noite, o ano inteiro, independente do clima do lado de fora.

O fato também de estar abaixo do solo as tornam imunes à contaminação de radioatividade em caso de um ataque atômico no país. As empresas que trabalham com entregas nessas cavernas têm que possuir uma frota de caminhões e motoristas credenciados.

No caso dos caminhões, eles precisam obedecer a um nível estipulado de poluição para não sobrecarregar o sistema de renovação de ar dentro da caverna.

Os motoristas além de treinados, passam por uma triagem de perfil criminal e qualificações de direção. O uso de câmeras e acesso ao público são proibidos.

Os mantimentos armazenados são denominados de carga seca, porque são todos processados e enlatados ou plastificados com uma data de vencimento longa.

No caso de uma guerra, não faltaria alimento, por meses, para o público. Assim, como esse exemplo, nós podemos ver a importância da nossa profissão porque absolutamente nada que vemos ou compramos nasceu em um pé de árvore no fundo do nosso quintal e, sim, foi transportado por um motorista.

Devido à importância do nosso trabalho, somos controlados pelos governos de todos os países. Com isso, devemos nos lembrar que quando estivermos nas ruas ou nas rodovias não deveremos nos deixar influenciar pelas formas de dirigir dos automóveis, motos ou bicicletas, afinal de contas a habilitação e experiência deles são de amadores.

Devemos perdoar os erros desses motoristas e tratá-los com cortesia e amabilidade como se fôssemos um vovô em uma festa dos netinhos com toda a criançada gritando, puxando nossas calças e passando pelo meio das nossas pernas.

Simplesmente, sorria e deixe as crianças crescerem.

Dirija "com consciência e cuidado, boa sorte e até a próxima".

Antonio Zellaui
Peruíbe - SP


Redação: Antonio Zellaui


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