Revista Caminhoneiro Test Drive
Quarta-feira, 23 Maio 2012

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Test Drive

publicado em: 01/08/2011

A melhor maneira de provar que um caminhão é bom é colocá-lo na mão de quem entende do assunto: os caminhoneiros. Assim, as montadoras levaram o que há de mais moderno em suas linhas de produção para que eles pudessem comprovar na pista de test drive que em termos de tecnologia não ficamos devendo nada aos modelos do primeiro mundo. A revista Caminhoneiro acompanhou a emoção de vários caminhoneiros, autônomos e empregados, ao pilotar essas máquinas maravilhosas no test drive patrocinado pela Eaton. Alguns deles pareciam crianças em um parque de diversão. Outros ficaram sem palavras.

Aniversariante
Maria Eleusa Chaves dos Santos comemorou seu aniversário pilotando um VW Constellation 19.320. Empregada em uma grande transportadora, todo ano vem na Feira do Caminhoneiro para aproveitar o evento e fazer o test drive. "A saída foi boa, saiu bem, e troquei as marchas sem problema, apesar de eu não conhecer o caminhão. Para facilitar a vida do motorista, há um alarme sonoro indicando a hora de trocar a marcha. O caminhão é bem confortável, espaçoso e o volante permite a regulagem de altura para que a gente encontre a melhor posição para dirigir. O freio motor oferece segurança para descer a rampa com segurança. É sincronizado com o freio. Oferece boa visibilidade, consigo ver tudo. Tenho controle total do caminhão. O que mais gostei foi o conforto da cabine".

Autônomo em evolução
Proprietário de um Volvo FH 2002 e de um Cargo 2422, ano 2011, João Miralto da Costa Melo fez questão de dirigir o Mercedes 2646 (6x4) modelo conforto, câmbio automatizado que, entre outras facilidades tem piso plano e auxílio de rampa que permite o modelo ficar três segundos em uma rampa sem voltar para trás. "Um caminhão e tanto, me apaixonei. Caminhão modelo, bastante confortável. O volante é tão pequeno que quase cabe na palma da minha mão. Tem um bom desempenho, não preciso usar freio, o turbo brake faz o trabalho com segurança. Para entrar e sair, o volante pode ser deslocado para frente e o banco abaixa retirando o ar de sua bolsa. O caminhão é uma beleza em tudo, mas o que mais me chamou a atenção foram o desempenho dele e o conforto".

Boa visão
José Luiz Santana de Jesus é caminhoneiro há oito anos e transporta peças automotivas com um Iveco Stralis 420, mecânico. Para ver como o modelo se comporta com mais potência e câmbio automatizado, aproveitou para testar o Iveco Stralis 460, com câmbio automatizado e sem carreta. "Ele não fica devendo nada aos concorrentes. Adorei o conforto da cabine e o painel tem todos os instrumentos bem colocados o que possibilita a visão sem problema. Acho que o motorista tem que fazer um bom curso para poder aproveitar todo o potencial que o caminhão oferece. O que mais gostei foi a posição dos instrumentos. Para lê-los não preciso desviar os olhos. Para mim, isso é muito importante porque se o motorista tira a atenção da estrada para ver algum instrumento é nesse momento que acontece o acidente".

Apaixonado
Marcio Cordeiro da Fonseca, um jovem de 23 anos e dois de caminhoneiro, é apaixonado pelo Volvo FH. Tanto assim, que transporta carne na rota Rondônia/ São Paulo com um FH 440 e não perdeu a chance de testar um modelo igual durante o test drive. O banco do Volvo FH 440 com caixa i-shift é ótimo, muito tranquilo durante o percurso, bem confortável e oferece muita estabilidade. Esse caminhão, com essa caixa, dá mais liberdade para tra-balhar. Você tem menos o que fazer. Quem inventou a tecnologia da caixa de câmbio i-shift foi muito inteligente. "O que eu mais gostei foi o design. Esse caminhão esbanja talento. Eu me sinto muito bem dentro dele, é um 'baita' caminhão bonito. A caixa de câmbio pode ser importante, mas o que eu mais gosto é do design".

Trabalhando no passeio
Fransuelio da Cruz Andrade, tem 37 anos e 15 de caminhoneiro e gosta tanto da profissão, que mesmo em sua folga foi à 22ª Feira do Caminhoneiro para testar os caminhões. Ele é empregado em uma empresa na qual transporta cereais de Goiás para Petrolina com um Volvo FH. Experimentou o Ford Cargo 1932. "A posição de dirigir é boa com o volante e todos os instrumentos à mão. O painel tem novo design, assim como o caminhão que ficou muito bonito. Mas o que eu mais gostei foi a visibilidade, com uma grande área envidraçada, fica muito fácil de fazer manobras. Isso é importante para fazer manobras, reduz muito o ponto cego. Outra situação é quando a gente chega a uma plataforma, necessita muito de visibilidade e esse Cargo oferece visibilidade de sobra. Eu trabalhei com um Ford 2428 e cheguei a fazer 4 km/l com 18 toneladas. É um bom caminhão".

Do alemão para o chinês
Marcos Roberto Feldmann tem 39 anos e há 15 é caminhoneiro. Autônomo, transporta carga geral de Santa Catarina para São Paulo com um Mercedes-Benz 1414 e decidiu andar com um Sinotruk Howo 380 que estava carregado com 11 toneladas, apesar de poder transportar até 60 toneladas. "Estranhei um pouco o câmbio, porque tem um curso mais curto, com uma marcha mais perto da outra, mas isso é questão de se acostumar. Eu acho que o câmbio curto é melhor, basta se acostumar. Tem um bom torque, muito conforto e espaço bem grande. O câmbio tem 12 marchas simples, seis na caixa pesada e seis na leve. Todos os instrumentos estão bem acessíveis e o motor tem bom torque. O freio motor aciona automaticamente. O que eu mais gostei foi a cabine espaçosa e alta".


Redação: Graziela Potenza, Francisco Reis
Foto(s): Roberto Silva


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