Revista Caminhoneiro A prova xeque-mate
Quarta-feira, 23 Maio 2012

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A prova xeque-mate

publicado em: 04/01/2011

"Neste momento é muito difícil segurar a emoção", diz João Edson Lazaroto, aos 47 anos, dos quais 29 dedicados à profissão. Mesmo sendo profissionais experientes e responsáveis, sabem que existe em jogo um caminhão Constellation zerinho. "Esse prêmio deixa qualquer um com as pernas moles, o coração acelerado e as mãos suadas", diz Daniel Bero, de 31 anos e 13 de estrada.

Na prova do Slalom cada competidor realizou três tomadas de tempo, que aconteceram em pistas diferentes. A ordem de entrada na pista seguiu o sorteio realizado diante de todos, antes de cada uma das 18 tomadas de tempo e de cada bateria. O início da tomada de tempo foi sinalizada pela luz verde do semáforo. O mesmo possuía sensor para detectar queima de largada. Todos os finalistas sempre estiveram acompanhados pelo instrutor no interior do caminhão. Cada caminhoneiro deveria respeitar, desde a saída, o sentido de direção determinado pela organização, contornar todos os cones que fizeram parte do percurso e não queimar a largada. O caminhão não poderia andar para trás na saída. O não cumprimento de qualquer dessas regras faria com que a organização do evento acrescentasse cinco segundos para cada transgressão ao tempo obtido na pista pelo finalista. Cada cone derrubado, não contornado, ou que saísse da marca de referência, representaria cinco segundos a mais no tempo final.

Não é à toa que a prova do Slalom exige muita perícia e habilidade em um momento que é muito difícil controlar os nervos e segurar as emoções. Dos 18 finalistas, venceu aquele que melhor superou esses sentimentos.


Redação: Graziela Potenza
Foto(s): Daniel Nunes, Julio Kniss


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