Revista Caminhoneiro A ilustre presença de Alexandre Padilha
Quarta-feira, 23 Maio 2012

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A ilustre presença de Alexandre Padilha

publicado em: 01/08/2011

Por rodar o Brasil inteiro e chegar a locais de difícil acesso, os caminhoneiros estão sendo convidados a serem mensageiros do Ministério da Saúde, levando informações e alertando sobre doenças contagiosas.

Durante a 22ª Feira do Caminhoneiro, foi assinado um Termo de Cooperação Técnica entre o Ministério da Saúde e o Sest/Senat (Serviço Social do Transporte/Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), para que cada unidade do Sest/ Senat sirva de base contra as doenças infecciosas.

"Queremos chamar a atenção da população para doenças que são silenciosas e por isso mesmo, as pessoas esquecem, porque os sintomas podem aparecer depois de anos da infecção", explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. "Só o Sistema Único de Saúde (SUS) pode garantir adequadamente o tratamento. O Brasil é conhecido como detentor de um dos principais programas de combate a Aids do mundo. Hoje, existem cerca de 210 mil brasileiros vivos e vivendo bem, porque o SUS assumiu a responsabilidade de dar o tratamento".
Ele aproveitou para chamar a atenção para as hepatites crônicas virais, como a B e C, que são transmitidas por troca de instrumentos como lâmina de barbear, aparelhos em manicures, dentistas, etc.

Campanha
Os profissionais do volante podem passar uma mensagem de saúde, de promoção à saúde e prevenção às doenças. ?Chamamos os caminhoneiros não é porque achamos que tenham mais problemas, mas sim, porque podem ser um agente de transmissão de informação já que circulam pelo Brasil. Isso é bom porque se a gente não cuidar da saúde, a economia não cresce, o motorista fica mais tempo para entregar as cargas e essas doenças podem reduzir em até 2% o produto interno bruto (PIB), que é a soma de tudo o que o País produz?, explicou o ministro Padilha.

O ministro afirmou que levar as mensagens de saúde nas estradas por intermédio dos caminhões e dos caminhoneiros é bom para todos e não se deve ter medo de se fazer o diagnóstico, pois esse vírus de hepatite crônica, especialmente a C, pode ficar quietinho por um longo tempo. A doença tem cura, mas quanto mais cedo for detectada, mais fácil é o tratamento.

A partir desse mês, foi implantado um teste rápido para detectar as hepatites C e B. Um pequeno furo no dedo e em 30 minutos sai o resultado. O caminhoneiro tem que entender que, em caso de o resultado ser positivo, não é o fim do mundo. Basta fazer um outro exame para comprovar e, se realmente estiver infectado, iniciar o tratamento. "Queremos ter 230 centros de testagem além de utilizar grandes eventos como a Feira do Caminhoneiro para fazer o maior número de testes possível?, explicou Padilha. "Fortalecemos os movimentos sociais no combate do HIV e estamos fazendo a mesma coisa em relação à hepatite crônica", disse Padilha.

O início do tratamento tem sido agilizado pela dispensa da biópsia hepática. Por isso, o Ministério quer a parceria com os caminhoneiros na prevenção e tratamento. ?Estou feliz com a parceria com o Sest/Senat que, mais uma vez, participa junto com o enfrentamento e com o intuito de levar saudade a cada canto do Brasil?, explicou o ministro, dizendo que o Brasil não será um país rico e sem pobreza se não tiver uma saúde de qualidade para todos os brasileiros.

O Grupo TT está apoiando mais essa campanha do Ministério da Saúde, assim como tem apoiado todas as campanhas para a melhoria da saúde dos caminhoneiros.


Redação: Graziela Potenza, Francisco Reis
Foto(s): Roberto Silva


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