Revista do Caminhoneiro Destinado ao Brasil
Quarta-feira, 23 Maio 2012

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Destinado ao Brasil

publicado em: 09/07/2011

Revista Caminhoneiro: Descreva seu perfil profissional.
João Comelli: Eu vivo nesse ramo de caminhões praticamente desde quando nasci. Meu pai era motorista da prefeitura de Tatuí, interior de São Paulo. Confesso que o caminhão sempre fez parte da minha vida. Atuo no segmento automotivo há anos. Já trabalhei na área de Desenvolvimento da Volkswagen, atuei na Ford, entre outras importantes montadoras e revendas de caminhões nacionais.

Revista Caminhoneiro: Fale mais detalhes sobre a Shacman?
Comelli: Os caminhões chegam ao País representados pela Metro-Shacman do Brasil. A empresa foi constituída com capital nacional e detém exclusividade na importação e comercialização desses caminhões da China para todo o território nacional. A empresa mãe é a Metroeuropa, uma forte companhia angolana de engenharia que atua na construção civil e transportadora, entre outras atividades. Utilizando tecnologia de ponta e profissionais altamente especializados, a empresa oferece um serviço qualificado e padrão internacional nas áreas de construção de estradas, montagem de pontes rodoviárias e ferroviárias, detecção e remoção de minas, energia, centrais térmicas, transporte hidroviário, proteção civil, combate a incêndios e assistência técnica, entre outros. Para diversificar sua área de atuação ocorreu um interesse mútuo entre a Metroeuropa e a Metro-Shacman do Brasil, afinal nós temos o conhecimento do mercado brasileiro e do seu potencial.

Revista Caminhoneiro: Os caminhões Shacman são comercializados em quais países?
Comelli: Eles são vendidos em mais de 50 países. Eu vou falar um pouco da América Latina destacando Chile, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, entre outros. No Chile, por exemplo, eles apresentam ótimo comportamento na área de mineração.

Revista Caminhoneiro: Quais são os principais pontos positivos desses caminhões?
Comelli: O preço acessível será um grande atrativo em relação aos caminhões do seu nível. Outros destaques serão o trem de força, a motorização Cummins que cumpre, inclusive, os requisitos de emissões do Conama P7. Esses caminhões foram feitos especialmente para o Brasil. Em Angola, direcionamos todas as operações em cima dessa marca que mostra muita robustez do veículo. É claro que os modelos que estão chegando ao Brasil têm muito mais melhorias e conforto para os caminhoneiros. O brasileiro ama o veículo. Além das qualidades do chassi e do trem de força, os caminhões apresentam estilo moderno e cabine, desenhadas e projetadas na Europa, onde a preocupação com a segurança e o conforto é constante. Aqui o nosso sucesso será ainda maior que em Angola.

Revista Caminhoneiro: Qual é a expectativa de vendas para o mercado brasileiro?
Comelli: Nossa previsão para 2012 é de alcançar 1 do mercado, mas eu acho que atingiremos esse número facilmente.

Revista Caminhoneiro: Como fica a questão de peças desses caminhões?
Comelli: Eu diria que mais de 75 das peças desses caminhões poderão ser encontradas no mercado nacional. Eles estão equipados com autopeças de fabricantes de renomes, conhecidos aqui.

Revista Caminhoneiro: Quando eles chegam ao Brasil?
Comelli: Começaram a desembarcar no porto no dia 7 de julho.

Revista Caminhoneiro: Quais serão os modelos?
Comelli: LT 385 4x2, TT 385 6x4, TT 420 6x4, LT 385 6x4 e o basculante 385 6x4. Se chegar a tempo, vamos expor na Fenatran um veículo desenvolvido com transmissão automática. Gostaria de ressaltar que equipes de engenheiros brasileiros, experientes estiveram envolvidos no projeto e no desenvolvimento desses caminhões. Os produtos atendem perfeitamente a nossa realidade, o clima brasileiro, as condições das estradas, tudo foi levado em consideração. Eles irão atuar em vários segmentos de mercado como, no transporte de soja, combustíveis, cana-de-açúcar, mineração, cegonheiro e contêineres.

Revista Caminhoneiro: A apresentação oficial será na Fenatran?
Comelli: Sim, estamos programados para esse grande evento de comerciais pesados.

Revista Caminhoneiro: Como fica a questão de financiamento?
Comelli: Temos uma área que está cuidando dessa questão. Eu sou responsável pela parte técnica. Assim temos o experiente João Miguel Capussi, responsável pelo Marketing da Shacman. O acionista principal da empresa é o presidente do Grupo Metroeuropa, Reinaldo Vieira, um brasileiro que está há mais de 20 anos na África, um verdadeiro cidadão angolano.

Revista Caminhoneiro: Como está sendo formada a rede de revenda?
Comelli: Também já estamos trabalhando e traçando todo um estudo. Vamos começar fortes no estado de São Paulo, sobretudo, nas regiões sudeste e sul. Planejamos ter pelo menos sete revendas próprias. Já estamos construindo uma em Sorocaba e outra em Santarém e temos várias parcerias sendo encaminhadas. Está sendo construído também, um centro logístico de distribuição de peças em Sorocaba, interior de São Paulo. Todo esse suporte de pós-venda é essencial para o sucesso de toda a nossa operação.

Revista Caminhoneiro: Como o senhor vê a movimentação dessas novas marcas de caminhões chegando ao Brasil?
Comelli: Sem dúvida, a concorrência é benéfica em qualquer setor. Isso deixa o preço mais competitivo, obriga a trabalhar melhor a imagem, etc. Vamos ter uma disputa muito boa e quem ganha é o consumidor final. Quem tiver competência irá se estabelecer. Aconteceu toda essa movimentação no segmento de automóveis. Antes só compravam carro com itens de conforto quem tinha realmente dinheiro. Hoje, já temos muitas opções oferecendo esses itens a preços mais acessíveis. O meu caminhão é igual, ou melhor, que os demais. Ele tem ar-condicionado de fábrica, suspensão pneumática de cabine, entre outros itens que são oferecidos por grandes marcas.

Revista Caminhoneiro: Pretende construir uma fábrica no Brasil?
Comelli: Vamos ver como se comporta o mercado nacional, mas o primeiro passo seria montagem de CKD. No futuro, será a própria Shacman que deverá analisar se o Brasil comporta uma fábrica. Mais, dois, três anos acho que iremos avaliar essa situação.

Revista Caminhoneiro: Fale-me da marca Shacman?
Comelli: A fabricante dos caminhões Shacman é a Shaanxi Heavy Duty Automobile Co, LTD., da cidade de Xian, província de Shaanxi, na região central da China. A empresa possui mais de 40 anos de tradição produzindo veículos pesados. A capacidade de produção atinge a marca de 70 mil veículos ao ano, abastecendo o mercado chinês e exportando para cerca de 50 países de diferentes continentes. Os caminhões Shacman são frutos do desenvolvimento conjunto da Shaanxi com parceiros tradicionais da Europa e dos Estados Unidos.

Redação: Graziela Potenza
Foto(s): Roberto Silva


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Autor do comentário: Dionisiomm@hotmail.com
Comentado em: 12/11/2011
Comentário: Achei esta noticia desse novo caminhao shacman no brasil ótima sou um apaichonado por caminhoes