Revista Caminhoneiro Compromisso transparente
Quarta-feira, 23 Maio 2012

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Compromisso transparente

publicado em: 01/05/2011

Revista Caminhoneiro: Fale um pouco sobre sua experiência profissional.
Marcelo Maceira: Atualmente ocupo o cargo de diretor Executivo de Vendas e Marketing da NC² e sou responsável pelas vendas mundiais da empresa para as marcas International e Cat caminhões fora da América do Norte. Começei na Navistar, em 1991, como trainee em Administração de Vendas e mais tarde trabalhei na Navistar Motores e Caminhões, grupo onde fui responsável por Vendas, Marketing e Desenvolvimento da rede de distribuidores. Mais recentemente, ocupei a função de vice-Presidente regional para os mercados da América Latina e Caribe. Sou formado em Economia pela Universidade de Wisconsin com pós-graduação em Administração em Negócios pela Universidade Barry. Nasci no Uruguai e fui morar em vários países da América do Sul e depois nos EUA.

Revista Caminhoneiro: Como está a NC2 no Brasil?
Marcelo Maceira: Estamos consolidando nossa entrada no mercado brasileiro, atendendo todas as áreas de negócios. Neste momento, são fundamentais alguns pilares de sustentação para deixar o negócio bem transparente. O mercado nacional de caminhões é muito moderno e competitivo. Para atendê-lo é fundamental uma rede de distribuição sólida e que ofereça cobertura nacional. Em nossos planos estimamos, em nível nacional, alcançar em 2015, mais de 60 pontos de vendas, serviços e peças. Atualmente, temos oito. Em 2012, pensamos em aumentar para pelo menos 25 pontos.

Revista Caminhoneiro: Quais são os demais pilares?
Marcelo Maceira: Outro pilar é ter a nossa própria fábrica no Brasil. Aqui será a base para atender o Mercosul. Certamente para suportar os planos traçados e atingirmos o crescimento, é fundamental ter a nossa própria planta de manufatura de produtos. Já temos identificados três estados, mas ainda estamos analisando todo o processo de logística, mão-de-obra, entre outros requisitos. O terceiro pilar concentra-se na estratégia de produtos. Já introduzimos o caminhão 9800i, que oferece economia de consumo de combustível. A nova versão, para o mercado brasileiro, é equipada com motor eletrônico de 11 litros, com 417 cv e 2010 Nm de torque, temperatura de escapamento reduzida e freio motor de compressão com até 395 cv. Para este ano, no segundo semestre, lançaremos o caminhão semi-pesado DuraStar, que é líder de vendas em sua categoria nos Estados Unidos, Canadá e México. Disponível nas versões 4x2, 6x2 e 6x4, oferece motor eletrônico MWM International MaxxForce 7.2 litros Euro III, de 260 cv e 900 Nm de torque, amplamente testado e aprovado no Brasil. Outra novidade é uma nova linha de caminhões cabine cara-chata, totalmente nova, desenhada para o mercado brasileiro. Na sequência mostraremos um semi-pesado cara-chata e um caminhão vocacional de mineração. O último pilar é a motorização. Para tal, temos parceria com a Cummins e com a MWM International para atendermos as novas normas brasileiras.

Revista Caminhoneiro: Como está a comercialização do International 9800i?
Marcelo Maceira: As vendas estão muito boas, inclusive, melhor do que nós esperávamos. Disponibilizamos um modelo que oferece duas opções de tração, 6x2 e 6x4, e peso bruto total combinado (PBTC) de 57 e 74 toneladas, respectivamente. Ele é o único caminhão com duplo contra-eixo, o mais durável do mercado, que suporta até 1,2 milhão de quilômetros. O baixo custo operacional é uma das vantagens dos nossos veículos. Temos caminhões bons para o frotista e também para o caminhoneiro. Por isso, estamos incrementando a produção para 2012. Para este ano, calculo a produção de 1.500 unidades.

Revista Caminhoneiro: Quais são os principais desafios para o mercado brasileiro?
Marcelo Maceira: O mercado nacional vem crescendo e mostrando um grande potencial nos últimos anos. O frotista brasileiro e o caminhoneiro são exigentes na hora de comprar um caminhão. Estão atentos em adquirir um veículo que realmente atenda as suas necessidades e, sobretudo, com excelente relação custo/benefício. Aqui, a maioria das montadoras já está estabelecida com uma rede forte de concessionárias. Por tudo isso, temos que entrar sólidos e com produtos que ofereçam muita qualidade, de primeira linha, com baixo custo operacional e um excelente suporte ao cliente. Nosso objetivo é deixá-lo satisfeito com tudo que envolva a NC2. Estamos muito felizes com a chegada ao mercado brasileiro, que é uma das nossas prioridades na operação mundial e que funcionará como centro de distribuição para o Mercosul.

Revista Caminhoneiro: Com relação a peças de reposição, como a NC2 está se preparando para o Pós-Venda que é fundamental em qualquer segmento, principalmente no de transporte?
Marcelo Maceira: É verdade. Entre o Centro de Distribuição, em Paulínia, e o estoque dos concessionários International, NC², temos aproximadamente US$ 3 milhões em peças. Se considerarmos os estoques da Cummins e MWM, pode ser acrescentado outro US$ 1 milhão para suporte dos caminhões. Vamos atender muito bem os nossos clientes.

Revista Caminhoneiro: Em relação ao mercado nacional de caminhões, quais as perspectivas para este ano?
Marcelo Maceira: Esse mercado é muito importante. Penso que ele siga estabilizado ou registre um leve crescimento. No Brasil há uma necessidade de renovação de frota de caminhões. Vamos investir no Finame para facilitar a aquisição dos nossos caminhões. Por exemplo, nos EUA, é feita a renovação a cada três anos, pois levam em conta os benefícios econômicos gerados pelo veículo.

Revista Caminhoneiro: Em termos de preços, como ficam os caminhões da NC² ?
Marcelo Maceira: Temos plena consciência que começamos a atuar em um mercado muito disputado, gama diversificada, produtos com qualidade e preços competitivos. Portanto, os nossos preços serão alinhados de forma que consigamos o que é justo pelos nossos produtos e também possamos alcançar as nossas metas de vendas. Já estamos conquistando a confiança no mercado, ofertando ótimos produtos e suporte de Pós-Venda. Afinal, a NC² Global LLC é uma joint venture com a participação de 50% da Caterpillar Inc. (NYSE: CAT) e de 50% da Navistar International Corporation (NYSE: NAV), para o desenvolvimento, fabricação e distribuição global de caminhões comerciais, fora da América do Norte e Índia. E fazendo uma simples análise, estão envolvidos grandes nomes.


Redação: Graziela Potenza
Foto(s): Roberto Silva


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Autor do comentário: Campos.manoel@65gmail.com
Comentado em: 15/03/2012
Comentário: Espero que nao decepcione como as outra vezes que esta e quarta vez passa por aqui