Revista do Caminhoneiro Do pulmão do mundo para as estradas
Segunda-feira, 21 Maio 2012

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Do pulmão do mundo para as estradas

publicado em: 09/07/2011

A partir do dia 1º de janeiro de 2012, todas as fábricas de caminhões devem produzir seus modelos respeitando os índices de emissões determinados pelo Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve). O programa, lançado em 1994, trouxe muitos benefícios. A Volvo conseguiu reduzir em 87% a emissão de hidróxido de carbono (HC), em 89% a de monóxido.

A partir do dia 1º de janeiro de 2012, todas as fábricas de caminhões devem produzir seus modelos respeitando os índices de emissões determinados pelo Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve). O programa, lançado em 1994, trouxe muitos benefícios. A Volvo conseguiu reduzir em 87% a emissão de hidróxido de carbono (HC), em 89% a de monóxido de carbono (CO), em 90% a de óxido de nitrogênio (Nox) e em 98% a de particulados.
"Nossos veículos, que já são uma referência no mercado, ficaram ainda melhores, com novas potências e ainda mais avanços técnicos", afirma Roger Alm, presidente da Volvo do Brasil. "É com orgulho que apresentamos uma nova linha equipada para garantir menos emissões de poluentes. Respeito ao meio ambiente, ao lado da qualidade e da segurança, é um dos valores essenciais de nossa marca", diz o Alm.

E de nada adiantaria ter um veículo ecologicamente correto, mas com um alto consumo. "A linha FH e FMX, com motor 13 litros, traz uma nova motorização, que torna os caminhões ainda mais potentes, proporcionando baixo consumo de combustível e grande produtividade", complementa Bernardo Fedalto Jr., gerente de Caminhões da Linha F. A gama de motores da linha FH recebeu mais 20cv. A partir de janeiro, os veículos sairão da linha de produção com as seguintes potências: 420cv, 460cv, 500cv e 540cv. A linha FMX não terá o motor de 540cv. "Temos, mais uma vez, o caminhão mais potente produzido no Brasil", destaca Sérgio Gomes, gerente de Planejamento Estratégico da Volvo do Brasil. Os caminhões Volvo FMX e FM com motor 11 litros, também recebem motorização de nova geração com a tecnologia SCR.

O aumento da motorização permitiu manter a Volvo na liderança entre os caminhões com menor consumo de combustível no Brasil. Com maiores torques, os caminhões da marca garantem maior velocidade média e maior produtividade. "Tudo isso proporciona maior rentabilidade ao transportador", observa Álvaro Menoncin, gerente de Engenharia de Vendas da Volvo do Brasil.

Mais robustos
A engenharia da Volvo desenvolveu um novo eixo traseiro sem redução nos cubos, dotado de uma carcaça fundida e com mais avanços tecnológicos. "É ainda mais durável e com níveis de ruídos menores", diz Fedalto. A caixa de câmbio I-Shift que proporciona menor consumo de combustível, mais conforto ao motorista e mais segurança para a operação, também foi modificada.

"É mais uma melhoria tecnológica em nossos veículos para que os transportadores possam ter caminhões mais avançados e robustos e, por consequência, maior produtividade e rentabilidade", diz Bernardo Fedalto Jr., gerente de Caminhões da Linha F. O eixo tem a capacidade máxima de tração (CMT) de 65 toneladas.

A caixa de câmbio eletrônica I-Shift que pode equipar os caminhões da linha F da Volvo será oferecida numa nova configuração adequada ao aumento de torque da nova oferta de motores da marca. "A que já era reconhecidamente a melhor caixa de câmbio do mercado está agora mais preparada para ser usada em aplicações com alta demanda de carga", declara Fedalto. "A I-Shift atende as mais altas demandas do transporte do mercado. Em aplicações de carga indivisível, a Volvo autoriza até 200 toneladas, sob consulta".

As caixas I-Shift da linha que está sendo apresentada, possuem softwares novos e inteligentes, que se interconectam de uma forma ainda melhor com a parte eletrônica do caminhão. Em sua nova versão, a caixa também otimiza a performance de diesel em virtude da qualidade do combustível e da tecnologia SCR.

"As caixas I-Shift já equipam cerca de 70% dos caminhões da linha F que saem da nossa linha de montagem. Este número mostra o quanto este equipamento é aceito pelo mercado brasileiro, por conta de suas enormes vantagens, principalmente a redução do consumo de combustível, o aumento da produtividade do caminhão, a segurança da operação e o conforto para o motorista", relata Sérgio Gomes.

O grande sucesso da caixa de câmbio Volvo no mercado brasileiro e internacional é atribuído, entre outras razões, ao excelente desempenho que ela proporciona em diferentes aplicações, notadamente o baixo consumo de combustível. "Como o diesel tem perto de 50% de participação na planilha de custos do caminhão, a economia de combustível proporcionada pelo equipamento é crucial para aumentar a rentabilidade do transportador", diz Álvaro Menoncin.

A caixa tem outros benefícios como aumento da vida útil de componentes, redução do esforço do motorista e conseqüente aumento do conforto durante a condução do veículo. Segundo Menoncin, estudos da Volvo demonstram que numa viagem de cerca de mil quilômetros o motorista de um caminhão equipado com a caixa I-Shift pode reduzir em aproximadamente 15% o número de troca de marchas. "É uma diminuição muito grande e que tem um grande efeito na condução do veículo e na operação", destaca o executivo. Há também significativos ganhos no consumo dos pneus de tração.

Tecnologia SCR
A Volvo escolheu a tecnologia SCR para atender os padrões de emissões definidos pela norma Conama P7. Seu uso permite respeitar a rígida legislação ambiental sem comprometer o desempenho do veículo. SCR é a sigla em inglês para Selective Catalytic Reduction, ou Redução Catalítica Seletiva, princípio tecnológico que garante a diminuição das emissões. Os novos níveis estabelecidos nesta norma melhorarão a qualidade do ar.

O SCR pode ser utilizado em motores de todos os tamanhos, sem necessidade de complementações com sistemas de lubrificação ou de arrefecimento. A utilização dos motores diesel, combinada com o tratamento posterior dos gases de escape, reduz as emissões de óxidos de nitrogênio (NOx) e de particulados de forma mais eficiente.

O Proconve 7 impõem reduções de óxidos de nitrogênio (NOx), que precisam ser diminuídos em 60%, passando de 5,0 para 2,0 g/kWh, enquanto que as emissões de partículas têm de ser reduzidas em 80%, reduzindo de 0,1 para 0,02 g/kWh.

O sistema SCR é robusto e confiável, oferece maior eficiência energética, é a tecnologia de futuro, funciona eficazmente em motores de alta potência, é menos susceptível à qualidade do combustível e a Volvo já vendeu mais de 170 mil veículos com sistema SCR vendidos em todo o mundo.

É um sistema simples e com poucos componentes: um tanque para o aditivo Arla 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo a 32%), uma bomba de sucção, uma unidade injetora e um catalisador. O SCR foi desenvolvido para reduzir os níveis de óxidos de nitrogênio (NOx), por meio de um sistema de pós-tratamento dos gases de exaustão que converte os óxidos de nitrogênio em nitrogênio e vapor de água.

A bomba faz a sucção do aditivo Arla 32 armazenado no tanque específico, o pressuriza a 5 bar e o injeta no sistema de escape por onde passam os gases provenientes do motor. A ureia contida no Arla 32, quando submetida à alta temperatura do escape, se transforma em amônia e se mistura aos gases de escape. Essa mistura é transportada até o catalisador, onde a ureia reage com óxidos de nitrogênio (NOx), transformando-os em nitrogênio e vapor de água.

O consumo de Arla 32 é de cerca de 4 a 5% do consumo de diesel. Entretanto, a eficácia de combustão melhorada do novo motor ajuda a reduzir o consumo de combustível. O Arla 32 é um líquido estável, incolor, completamente seguro e sem odor. A substância ativa presente -a ureia- é derivada do gás natural. A composição deste aditivo é de 32,5% de ureia diluída em água desmineralizada. Não tem nada a ver com a ureia agrícola, e nem deve ser substituída por essa.

"Os tanques de Arla 32 estarão disponíveis em tamanhos apropriados para proporcionar boa autonomia de viagem", observa Ricardo Tomasi, engenheiro de Vendas da Volvo do Brasil. Quando há necessidade de abastecimento do tanque de Arla 32, o motorista é alertado por uma luz indicadora no painel. Outras eventuais falhas ou irregularidades que influenciam as emissões também aparecem na forma de sinais luminosos e mensagens, tudo controlado pelo On Board Diagnosis (OBD), um dispositivo introduzido para assegurar que os níveis de emissões de poluentes se mantenham dentro dos limites legais ao longo da vida útil do veículo.

No caso da falta de Arla 32, automaticamente o motorista será avisado e terá um tempo para regularizar a situação. Caso ele não reponha o Arla, o motor será despotencializado lentamente até que seja feita a reposição do produto.

A nova linha será comercializada a partir de janeiro de 2012.

O jornalista foi a Manaus a convite da Volvo do Brasil.


Redação: Francisco Reis
Foto(s): Divulgação


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