Prevenir é melhor do que remediar
publicado em: 01/05/2011
Motoristas profissionais de estradas dão suas opiniões de como se sentem quando possuem um caminhão com ou sem rastreamento.
O mercado disponibiliza vários sistemas de rastreamento modernos e confiáveis de acordo com as necessidades dos clientes. Mas mesmo assim, a indústria do crime também não dá trégua e cria novas alternativas para roubar o caminhão e até mesmo matar o motorista.
Gilmar Ferreira dos Reis atua como caminhoneiro há 14 anos. Hoje, trabalha para uma grande empresa dirigindo o Mercedes Accelo 915e fazendo entregas nas áreas da região central e interior de São Paulo. "Eu transporto a pior carga que possa existir: medicamentos", diz enfatizando que no seu caso, o rastreamento é essencial para tentar inibir as quadrilhas de bandidos que estão mais organizadas e sem piedade.
"Na hora do assalto bate um desespero e nem temos o que fazer", fala Reis. Segundo ele, o motorista precisa ter muita responsabilidade apesar de ter o caminhão rastreado e não abusar da sorte. "O rastreamento acaba inibindo a atuação dos bandidos. Já aconteceu de ser evitado", comenta explicando que a própria empresa na qual trabalha faz todo o monitoramento. "Temos que sempre estar transmitindo sinais para eles, tudo em código dando o nosso posicionamento".
Everton Dutra da Costa é caminhoneiro há sete anos e dirige um Ford Cargo 2422, ano 2007. Ele explica que leva produtos perecíveis com o seu veículo e as empresas exigem que o caminhão tenha um sistema de rastreamento eficiente. Para ele, esse monitoramento funciona como uma garantia de obtenção de cargas. "Sem ele ninguém te contrata", explicando que a equipe da central de monitoramento tem que ter responsabilidade para não bloquear o caminhão em qualquer situação. "Tudo tem que ser bem monitorado e administrado com eficiência".
Osnir Luchtenberg, há 33 anos caminhoneiro, é da região de Santa Catarina. Sua situação é rara nos tempos atuais, pois trabalha por conta própria dirigindo um MB 1620, ano 1997, transportando vários tipos de cargas e o seu veículo não é rastreado. "Vivo do frete e estou nas estradas com o meu caminhão que ainda não tem o rastreador. Por isso, estou sempre atento, tenho o dobro de cuidado e não paro em qualquer lugar. Até o momento, não obtive dificuldade em conseguir cargas, porque possuo uma carteira formada por clientes que já me conhecem há muito tempo", finaliza.
Redação: Graziela Potenza
Foto(s): Roberto Silva, Thiago Piffer
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