Revista Caminhoneiro No ritmo da economia
Sexta-feira, 18 Maio 2012

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No ritmo da economia

publicado em: 01/09/2011

A indústria de pneumáticos mantém-se atenta às variações do mercado e tem plena capacidade para atender a demanda com produtos de qualidade e excelente desempenho

A economia do Brasil está crescendo e com isso, todos os setores precisam se adaptar. E é isso que está fazendo o setor de fabricação de pneus. "No início do ano, a previsão era de um crescimento de 5%", afirma Eugênio Deliberato, presidente da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip). "Neste momento, acompanhando as previsões do PIB, estamos trabalhando com um crescimento de 3,5% a 4% para o fechamento do ano de 2011. Para os próximos anos, as expectativas são positivas. O que vemos no horizonte são dois grandes eventos esportivos que exigirão obras e investimentos que movimentarão a economia e isso é muito bom também para o setor de pneumáticos. Com base nesse cenário positivo, os fabricantes seguem fazendo investimentos para aumento de produção e em novos produtos e tecnologia."

O presidente da Anip destaca que o Brasil tem uma posição privilegiada de sua economia com relação a alguns países no momento econômico atual, porém, tem que enfrentar o câmbio desfavorável, o conhecido custo Brasil e a invasão dos produtos asiáticos.

Atualmente, cerca de 40% do mercado de pneus é abastecido por produtos asiáticos.

Eugênio Deliberato afirma que quanto à concorrência dos importados, o importante a destacar é que os fabricantes nacionais consideram que ela é bem-vinda, desde que justa. "Não somos contra a concorrência externa, mas ela não pode ser desleal", diz o presidente da Anip. "No segundo semestre de 2009, por exemplo, a Anip conseguiu medidas antidumping contra os pneus chineses, que comprovadamente chegavam aqui abaixo do custo normal do produto. A verificação de dumping e o direito de aplicar medidas de proteção contra as vendas de importados chineses foi requerida pela Anip no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no início de 2008. A decisão de aplicar o antidumping foi tomada depois de uma consistente investigação que comprovou que os preços dos pneus chineses estavam abaixo do valor de produção. As empresas que produzem no Brasil são criativas, eficientes e investem constantemente em tecnologia e novos produtos, mas uma concorrência externa só pode ser bem-vinda e saudável se for justa. Neste sentido, é muito importante que o governo brasileiro se dedique a proteger a indústria nacional."

Assim como muitos outros setores, os fabricantes de pneus também enfrentam problemas como a competitividade dos produtos brasileiros, câmbio e o custo Brasil.

Mas mesmo assim, o setor consegue manter a produção que acompanha a necessidade do mercado. "Se houver necessidade, o setor poderá aumentar sua produção com novos investimentos", garante Eugênio Deliberato.

Redação: Francisco Reis
Foto(s): Divulgação


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