Revista Caminhoneiro Bons produtos e informações
Sexta-feira, 18 Maio 2012

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Bons produtos e informações

publicado em: 01/09/2011

A maioria dos caminhoneiros possui boa dose de informação sobre pneus, afinal, é um item muito importante dentro da planilha de custos. Mas querem saber mais.


Se pegarmos uma carreta de três eixos, puxada por um cavalo-mecânico 6x2, teremos rodando 22 pneus. Considerando que cada um custa, em média, R$ 1.000,00, estaremos falando em R$ 22.000,00 sendo consumidos pelo asfalto, buracos, cabeceiras de ponte e outros problemas mais.

E quando o assunto é dinheiro, todo cuidado é pouco para não perdê-lo em pequenos detalhes. Aparecido Alves dos Santos tem 38 anos e há três trabalha como caminhoneiro. Atualmente dirige um Scania 113, ano 1990, com uma carreta baú com o qual transporta produtos de limpeza que traz de Itú e Amparo, para a capital de São Paulo.

?Para manter o pneu por mais tempo, faço alinhamento e balanceamento com frequência?, afirma Santos, que gostaria de saber se tem reforma para qualquer tipo de pneu.

Cléo Walter Orling, de 58 anos e 25 anos de caminhoneiro, transporta cerveja de São Paulo para todo o Brasil com seu Mercedes-Benz, 1935, ano 1994. Morador de Boituva, SP, diz que para manter os pneus em ordem tem pneus de reserva zero em casa. ?Não deixo acabar meu estoque porque você pode perder um pneu a qualquer momento?, explica Orling. ?Tenho dois estepes na carreta e dois novos em casa?. Além disso, afirma que procura comprar pneus e fazer ressolagem em empresas que oferecem uma boa qualidade. E por isso tem a curiosidade de saber por que algumas ressolagens soltam no meio da estrada.

Dirigindo um Volvo FH-400, frigorífico, Edson Gomes da Silva, de 44 anos de idade e 23 de estrada, transporta carne de Mozarlândia, GO, para São Paulo. Mesmo sendo empregado, ele cuida bem dos pneus do caminhão que dirige. ?É preciso tomar cuidado para não ralar os pneus no acostamento e manter a calibragem correta?, diz Silva. ?Sempre antes de sair da transportadora confiro a calibragem?. E como aprender nunca é demais, ele gostaria de saber qual o momento certo para tirar os pneus para recapagem.

Calibragem correta e rodízio dos pneus são as técnicas que Eugênio Miranda, de 31 anos e há sete na estrada, utiliza para prolongar a vida útil dos pneus. Transportando balas e doces de Arapongas, PR, para São Paulo, bem como cargas de laticínios, com um Ford Cargo, 1630, Miranda gostaria de saber se pneu com corte lateral pode ser recapado.

Wilson José Bonifácio, de 34 anos e 17 de estrada, que dirige um Mercedes-Benz 1934, ano 1994, é morador de Araçariguama, SP e transporta vergalhões de São Paulo para a Praia Grande. Para subir, volta vazio e para manter os pneus em ordem, adota o mesmo critério que Eugênio Miranda, mantém a calibragem correta e faz o rodízio. E em termos de dúvida, tem a mesma de Cléo Orling: por que algumas ressolagens soltam no meio da estrada?

Josmar de Jesus Pereira, de 38 anos de idade e seis de estrada, é de Turvo, PR, e transporta papel e celulose para São Paulo com um Ford Cargo, 2218, ano 1989. Ele mantém os pneus calibrados e gostaria de saber se a banda de um pneu reformado tem que ser igual à do pneu original?

Esclarecendo as dúvidas
Para esclarecer as dúvidas dos caminhoneiros, enviamos suas perguntas para Carlos Thomaz, assessor Técnico da Associação Brasileira do Segmento de Reformas de Pneus (ABR) e com mais de 30 anos de experiência na indústria de pneumáticos.
O melhor momento para mandar o pneu para recapagem, afim de conseguir uma maior quilometragem com o pneu reformado, é exatamente quando o desgaste atinge o TWI - indicador de desgaste com 1,6 mm de altura na base do sulco.
Segundo Carlos Thomaz, pneu com corte na lateral pode ser reformado, dentro de certos limites. ?Todo recauchutador tem uma tabela de limites do tamanho de conserto e o corte lateral está previsto na tabela da ABNT, Norma NBR NM 225 de outubro de 2010?, explica o técnico da ABR.

Quanto a pedaços de bandas que costumamos ver nas estradas, ele afirma que não é só pneu reformado que apresenta este problema. ?Pneu novo também, mas nem sempre é culpa do reformado ou dos pneus novos?, afirma Carlos Thomaz. ?A ausência de manutenção preventiva (pressão, alinhamento e rodízio) são os grandes vilões desta causa, associado ao pavimento brasileiro que é um dos piores do mundo, temos essa situação?.

O fator mais determinante quanto à possibilidade ou não da reforma é a carcaça, assim, se a carcaça estiver saudável, em boas condições, para linha caminhão/ônibus, é possível recapar quantas vezes quanto possível, enquanto a carcaça estiver boa. Para linha automóvel, a lei permite apenas uma reforma.

?Quanto ao desenho da banda, não é importante na hora da reforma. Ela precisa ser igual na largura, não no desenho. É comum um pneu que rodava no eixo direcional ir para o eixo de tração, com o desenho de tração?, diz Carlos Thomaz.


Redação: Francisco Reis
Foto(s): Divulgação


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Autor do comentário: Ediclene
Comentado em: 15/10/2011
Comentário: Adorei a reportagem sobre pneus que o meu marido edson gomens da silva paticipou junto com o meu pequeno jão vitor.