Revista Caminhoneiro A situação não é confortável
Sexta-feira, 18 Maio 2012

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A situação não é confortável

publicado em: 01/09/2011

Enfrentando a concorrência de pneus com preços muito baixos e reformadores que não obedecem a critérios de qualidade, o setor de reforma luta para manter o mesmo desempenho de 2010

Em uma época onde a economia estava a todo vapor, o setor de reforma de pneus aproveitou o embalo e conseguiu manter-se estável no primeiro trimestre, porém, nos meses seguintes a situação não foi a mesma e se registrou uma queda nas vendas.

Com a queda apontada nos segundo e terceiro trimestres, a expectativa é fechar o ano de 2011 com um desempenho inferior ao do ano passado. Porém, o setor está se esforçando para atingir, pelo menos o mesmo número de 2010.

"Nosso segmento depende do setor de transporte e da oferta de carcaças que é nossa matéria-prima na produção", explica Carlos Thomaz, assessor Técnico da Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus, ABR. "Está havendo uma queda na oferta de carcaças o que nos afeta muito".

Thomaz explica que em qualquer lugar do mundo, a oferta de carcaças é bem-vinda para o setor de reforma, porém, no Brasil, por força de lei, é proibida a importação de carcaças. Além de não contar com carcaças importadas o setor ainda enfrenta a importação de pneus (permitida por lei), que em alguns casos chegam a preços muito baixos, o que pressiona o preço da recapagem para baixo.

E se tudo isso não bastasse, ainda existe o problema da falta de certificação o que permite, em muitos casos, uma concorrência desleal. "Mas este problema está próximo do fim", afirma o assessor Técnico da ABR. "Em novembro de 2012, entra em vigor a Portaria 444 do Inmetro, obrigando as recapadoras a seguirem um padrão mínimo de qualidade. Cabe ao Governo manter uma fiscalização eficiente."

Carlos Thomaz explica que o Brasil tem a maior frota de ônibus do mundo e uma frota de caminhões que só perde para a dos Estados Unidos. "O processo de reformar pneus gera economia para o setor como um todo, também para o governo, e na economia de petróleo. Para aumentar a produção, precisaríamos de melhores estradas, pois, grande parte dos pneus rodantes se perde por acidentalidade. Outro fator é a manutenção dos veículos e pneus rodantes, que em sua maioria é precária."

A ABR desde sua criação em 1985, possui uma história ligada ao progresso do País. Entre suas missões consiste representar os interesses dos seus associados; colaborar com o fornecimento de informações aos poderes públicos e com outras entidades na defesa dos altos interesses da iniciativa privada; incrementar o desenvolvimento tecnológico, pelo estudo e pesquisa, bem como pelo intercâmbio com entidades, inclusive com as estrangeiras, também na esfera comercial; e coletar e distribuir informações sobre as novas tecnologias e métodos, propiciando a redução dos custos de produção, a redução dos riscos operacionais, o aumento de produtividade e a garantia de investimentos, de modo a estimular os empreendimentos do segmento em todo o território brasileiro.

Redação: Francisco Reis
Foto(s): Divulgação


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