Não seja reprovado
publicado em: 01/04/2011
Agora o estado do escapamento será avaliado na inspeção ambiental veicular que passou a medir o nível de ruído.
Diferentemente da linha leve, o sistema de escape da linha pesada constitui-se basicamente de um tubo dianteiro do motor, silencioso central e tubo terminal, podendo também, em alguns modelos, ter ressonador próximo à saída dos gases de exaustão.
Geralmente, a sua quebra ocorre devido à fadiga provocada pela vibração do motor. O diesel não corrói tanto os tubos como nos casos da gasolina e do álcool. Mas, se o diesel não for de boa qualidade, pode comprometer o funcionamento da bomba injetora do caminhão.
Esse importante componente é formado pelo conjunto de tubulações e abafadores que além de atenuarem o nível de ruído emitido pelo veículo (poluição sonora) tem também, a função de manter as taxas de contrapressão de trabalho do motor devidamente reguladas,evitando alterações de consumo de combustível (poluição de gases).
Atualmente, os escapamentos de reposição devem atender a legislação do Conama 252 (1º de fevereiro de 1999) que define qual o nível máximo de ruído permitido e à norma ABNT NBR 9714 que delibera a forma de medição de ruído emitido pelos veículos parados com o motor em funcionamento.
Além da avaliação da emissão de poluentes, os veículos, inclusive, caminhões, serão submetidos à medição de nível de ruído emitido pelo escapamento durante a inspeção ambiental veicular da cidade de São Paulo. Portanto, o motorista deve fazer uma revisão no sistema de exaustão do veículo em uma oficina de confiança para verificar as condições dos componentes. "Caso haja necessidade de substituição de partes do escapamento, é importante optar por peças que sejam compatíveis e que tenham as mesmas características das originais", informa Henry Grosskopf, gerente de Engenharia de Produtos da Tuper.
Na hora de fazer o reparo em uma oficina de confiança, o consumidor deve exigir escapamento de marca conhecida e verificar se o mesmo é compatível com as características do original. A inspeção da prefeitura de São Paulo verifica alterações visualmente perceptíveis no sistema de escapamento (estado avançado de deterioração, componentes soltos, furos e entradas falsas de ar) que impossibilitem ou afetem a medição dos gases de escapamento ou que comprometam o funcionamento do motor ou do sistema de controle de emissão. Veículos que apresentarem qualquer um desses problemas serão reprovados e terão que fazer os reparos necessários no prazo estabelecido pela Controlar para voltarem a passar por uma nova inspeção.
Por isso, fazer a manutenção preventiva nesse sistema é muito mais prático, além do veículo ficar em boas condições de uso, também contribui para a qualidade do ar e evita consumo excessivo de combustível. "As revisões regulares no veículo, o uso de combustível de qualidade e dirigir com prudência são cuidados que ajudam a prolongar a vida útil do escapamento e do catalisador", recomenda o engenheiro Henry Grosskopf.
Segundo Valdecir Rebelatto, gerente de Engenharia e Qualidade da Mastra Escapamentos e Catalisadores, na hora de adquirir um escapamento, o caminhoneiro deve observar se os produtos oferecidos são de marcas originais no mercado e com material em aço revestido com zinco ou alumínio que garantem boa durabilidade, atenuação de ruído sem prejuízo ao consumo. Escapamentos velhos, com o miolo deteriorado, perdem a função acústica e são reprovados quando da medição do ruído.
Valdecir Rebelatto alerta que existem no mercado muitas marcas de escapamentos para caminhões. Embora não sejam piratas, algumas não possuem tecnologia para desenvolver produtos à altura das peças originais, por isso torna-se necessário sempre comprar de uma marca original e confiável para não ficar no prejuízo.
Redação: Graziela Potenza
Foto(s): Divulgação
Ver todas