Itens de extrema importância
publicado em: 01/04/2011
O sistema de freio tem componentes como disco, tambor, pastilhas e lonas, entre outros. Para garantir uma frenagem segura, é necessário que eles atuem de forma eficiente.
Muitos acidentes poderiam ser evitados caso o freio do veículo tivesse recebido a devida atenção. O sistema de freio é composto por diversos componentes que sofrem desgastes, por isso, é muito importante mantê-lo sempre em ordem. As molas de freio, com o tempo, perdem a força de atuação. Por isso, é recomendado que a cada troca das lonas de freio, sejam trocadas também as molas, em função da perda de eficiência que é normal. Outro detalhe que pode influenciar na perda de eficiência são as folgas no sistema. Elas possuem limites de trabalho, conforme especificações e, quando necessário, deve-se proceder a troca das buchas do freio para eliminar as folgas.
Se o veículo possuir ajustador automático de freio, ele próprio faz a regulagem do sistema. Ou seja, a lona vai gastando e o ajustador aproxima automaticamente a lona do tambor. No caso dos ajustadores manuais é preciso que o motorista faça a regulagem com uma chave pelo menos a cada 15 dias, ou de acordo com o tempo de utilização do veículo.
Como nesse tipo de ajustador não há aproximação automática da lona, se os freios não forem ajustados, a lona vai gastando e se distanciando, cada vez mais, do tambor durante a utilização do freio, até chegar ao ponto de que a lona quase não vai tocar no tambor, deixando o motorista praticamente sem freios.
Quando o curso do pedal do freio aumenta, é um sinal de que há desgaste no sistema. Isso ocorre porque a câmara de freio compensa a folga para tentar aproximar a lona do tambor. Mesmo assim, vai chegar um determinado momento em que a câmara não vai conseguir fazer isso e o motorista vai passar dificuldades ao tentar frear o veículo.
Matérias-primas
Para fabricar uma lona, são utilizados aglomerantes, fibras de reforço, modificadores de atrito e cargas minerais e ou orgânicas. Cada um deles possui uma função dentro da formulação, sempre buscando a resistência do produto final e a eficiência e durabilidade adequados. Por ser um item de segurança, não pode se romper em serviço e deve permitir que o motorista possa frear o veículo de modo seguro.
Existem estudos indicando que o amianto, em determinadas concentrações e em certas condições, pode ser cancerígeno. Em função disto, a utilização deste material foi proibida para garantir segurança a quem fabricava e também, ao próprio usuário final.
Uma vez instalada, a lona dá alguns indicadores de seu estado de conservação. O principal indicador de que se está numa situação de risco e que pode gerar um acidente (ocasionado pelo sistema de freio) é a questão do excesso de temperatura. Esse processo, num material de atrito, provoca o que é chamado de fade, ou ?vidrar a lona?, que é a perda da eficiência do material de atrito em função da temperatura.
Uma situação típica, para ilustrar, é quando um cavalo-mecânico que está acoplado a um reboque, numa descida de serra e utiliza demasiadamente os freios. Para ajudar, os veículos pesados (caminhões e ônibus) possuem o que se chama de freio motor, que são dispositivos que ajudam na redução da velocidade. O motorista deve utilizar estes recursos em estradas com fortes declives, para não sobrecarregar o freio de roda, onde está montado o material de atrito (lonas e pastilhas). Os motoristas experientes fazem isso usando o sistema de freio auxiliar, com uma marcha reduzida para evitar a utilização dos freios de roda. No entanto, se o motorista tentar descer toda a serra usando apenas o freio de roda, fatalmente a temperatura vai subir até o ponto em que poderá ficar sem freios. E os principais indicativos de que isso está ocorrendo são o cheiro e a fumaça
exalados.
Um sensor de desgaste é montado tanto na lona quanto na pastilha, a uma determinada profundidade, para indicar quando o material chegou ao seu desgaste máximo permitido, exigindo a sua substituição. O sensor dispara um sinal no painel do caminhão, alertando que a troca deve ser providenciada o mais breve possível.
Na chuva, devido à estrada estar molhada, o que se perde é a aderência entre o pneu e a pista, independentemente do sistema de freio. O atrito entre o pneu e a pista, que em dias secos, por exemplo, gira em torno de 0, 7 a 0,8, com a pista molhada, é reduzido para 0,3 a 0,4.
Se um motorista aplica uma determinada força no pedal de frenagem numa pista seca e o veículo consegue parar em uma determinada distância, numa pista com água, a distância de parada será maior em função da diminuição da aderência entre o pneu e a pista.
A resposta do pneu em relação ao solo será diferente, podendo escorregar. Quando ocorre o travamento das rodas, o veículo perde aderência, fica sem estabilidade e pode deslizar na pista, totalmente desgovernado.
Para evitar que isso ocorra, existe o ABS (Anti Blocking System), um sistema antitravamento dos freios, que controla a pressão de atuação do sistema, ou seja, percebe, através de sensores, que as rodas estão entrando em processo de travamento (devido a uma frenagem brusca, por exemplo) e então controla essa pressão no freio, para evitar que isso aconteça. O motorista pode pisar no freio com força total que o ABS não vai permitir o travamento das rodas.
Hora de substituir
Alexandre Roman, engenheiro de Aplicação da Fras-le, recomenda levar sempre em consideração na hora da troca, a qualidade do produto e não apenas o preço, afinal é uma questão de segurança. "Comprar materiais conhecidos e de fabricantes confiáveis no mercado e que outros motoristas também os conheçam", aconselha Roman. "Adquirir lonas e pastilhas de freio somente em lojas e distribuidores autorizados e buscar sempre informações sobre o produto que está sendo colocado no veículo".
No caso dos produtos Fras-le, os originais apresentam sempre, na lateral das lonas ou atrás das pastilhas, o carimbo da empresa, com identificação, referência, lote de fabricação e data da produção. A embalagem também ajuda na identificação do produto original.
No momento da troca de lonas, verificar também o estado dos patins ou sapatas de freio. Observe que se o mesmo estiver danificado, pode haver quebra das lonas durante a rebitagem. Ocorrendo esse tipo de situação, o patim deve ser trocado para não causar problemas às lonas. No caso das pastilhas de freio, não existe possibilidade de reaproveitamento da plaqueta porque o material já está prensado sobre ela. Quando chega o fim da vida útil da pastilha, deve-se descartar toda a peça. O mesmo ocorre com patins
de freio de automóveis.
A durabilidade das lonas e pastilhas de freio depende muito da aplicação e dos cuidados do usuário do veículo. O principal fator que afeta a durabilidade das lonas e pastilhas de freio é a temperatura a qual os sistemas de freio são submetidos, quanto mais quente maior o desgaste. O freio motor é um recurso que deve ser aproveitado. Tudo isso faz com que se gaste menos lona porque se está usando menos o freio de roda. Num veículo leve, a simples redução de marchas com o uso do freio motor permite ??segurar?? melhor o carro. Outras situações que provocam desgaste mais rápido dos materiais de atrito são devidas à questão da contaminação dos freios em função da utilização em vias não-pavimentadas ou com grande quantidade de resíduos, a falta de manutenção dos sistemas de freio, que provocam o uso inadequado dos mesmos, e a utilização de componentes de má qualidade no sistema. Quando se fala em durabilidade de lonas, deve-se sempre lembrar que o tambor de freio possui grande impacto nesta questão, por isso deve-se cuidar sempre do conjunto lonas-tambor.
Redação: Francisco Reis
Foto(s): Divulgação
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Autor do comentário: Aloysio Forattini
Comentado em: 30/10/2011
Comentário: Ola bom dia