Revista Caminhoneiro Pobreza não justifica exploração sexual
Sexta-feira, 18 Maio 2012

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Pobreza não justifica exploração sexual

publicado em: 01/04/2011

Ao contrário do que muita gente pode imaginar, não é a pobreza que faz com que meninos e meninas estejam envolvidos em situação de Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (ESCA). Segundo pesquisa realizada pela Childhood Brasil, as vítimas da ESCA têm renda familiar média superior a 100 dólares por mês, valor adotado pelo Banco Mundial para definir a miséria. Apenas 30% das crianças e adolescentes que participaram do levantamento relataram trabalhar para obter renda pessoal ou familiar.

Sobre o uso que fazem dos ganhos oriundos do envolvimento com a situação de exploração sexual, a maior parte dos entrevistados (65%) citou a compra de objetos de uso pessoal. Um menor percentual também afirmou usar o dinheiro para comprar e consumir drogas. É clara, portanto, a relação que as próprias vítimas fazem entre a manutenção da exploração e o 'benefício' econômico trazido por essa situação.

Outro dado apontado pela pesquisa é que a maior parte das vítimas ainda mora com a família, mesmo tendo relatado história de abuso ocorrido dentro de casa e, muitas vezes, envolvendo pais, mães e irmãos. Nas situações de ESCA, as formas de 'pagamento' mais frequentes são favores (14%), presentes (26,2%) e dinheiro (82,2%). Quanto ao local onde a exploração sexual costuma ocorrer, o motel foi referido em 45,7% das respostas. Em seguida, estão casa (24,4%), rua (20,5%), bar/bordel (17,8%) e posto de combustíveis (10,9%).

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Fonte: Childhood Brasil


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